Aqui você já entra aprendendo, o feminino de sommelier é sommelière, então não estranhe o nome do blog e nem pense que está errado!
Resolvi criar esse blog como uma maneira de dividir informações preciosas com apaixonados pela arte de Bacco. Aqui vocês encontraram alguns textos meus e outros que eu garimpo por ai e julgo itneressantes para dividir com vocês!
Entre. leia, se apaixone e fique a vontade, a casa é sua!

quinta-feira, 15 de maio de 2014

O VINHO E SEUS AROMAS


Um dos aspectos mais impressionantes e misteriosos fatos que se  destacam na cultura enológica  são os aromas do vinho, graça a eles podemos obter informações sobre a variedade da uva com que foi feito o vinho, o modo como foi elaborado, sua forma de  maturação, entre outros tantos detalhes que podem ser sentidos simplesmente pelo olfato treinado.

O vinho desenvolve determinadas substancias durante todo seu processo de criação, desde a vinha até a sua maturação, isso se pode verificar na grande nuance de aroma advindo de uma taça de vinho que se classificam em 03 categorias: primário, secundário e terciário.
O que são os aromas primários? Esses aromas são oriundos da cepa com que o vinho foi elaborado e tem estreita relação com o terroir onde é cultivada a casta, o tipo de composição do solo, o clima existente no lugar, o modo de vindima. Os aroma primários mais comuns são os  herbáceos, florais e frutais, como o aroma de violetas em um bom Merlot e o de abacaxi muito comum nos vinhos da casta Chardonnay. Existem ainda nuances oriundas de solo como no Chabis vinho elaborado também com a casta chardonnay mas que tem um aroma notadamente mais mineral.
Os aroma secundários são fruto da fermentação alcoólica e malolática. Esses aromas dependem diretamente do tipo de levedura e das condições de fermentação tais como temperatura, guarda em barricas, entre outros fatores. Os aromas secundários sem dúvida são os que mais  despertam os nossos sentidos por conta da grande nuance de aromas caramelados e lácteos, oriundos tanto da guarda do vinho em barricas como da fermentação malolática. (A fermentação malolática é uma segunda fermentação muito normal nos vinhos tintos que visa transformar o acido málico em acido láctico), Um exemplo simples de aroma secundário e o toque de fermento que sentimos nos espumantes em geral.
Finalmente temos os aromas terciários, ou o também denominado “bouquet”. São aromas mais raros, normalmente presentes em vinhos com mais de 05 anos em garrafa, e são resultado  da fusão de aromas adquiridos tanto na barrica como no envelhecimento em garrafa. Suas principais características são toques de torrefação, notas balsâmicas, frutas secas, especiarias, couro, bosque, flores secas, entre outros característicos dos aromas terciários nos quais encontramos grande complexidade e que nos faz entender o porquê o vinho é considerado por tantas pessoas como uma bebida magistral!
A essa altura os leitores devem estar se perguntando que deve ser muito difícil sentir todos  esses  aromas no vinho, e eu posso responder que é uma das coisas mais fáceis a se fazer. O segredo é perder a vergonha e cheirar tudo, ir a feira e cheirar todas as frutas, temperos, flores, especiarias.  Vai provar um chardonnay? Então sinta o aroma de um abacaxi maduro! Cabernet sauvignon? Descubra o aroma do pimentão vermelho! Gewustraminer? Descubra o aroma da lichia e daquele tradicional creminho da lata azul! Sauvigon Blanc? Nada como maracujá e xixi de gato! Lembre-se que a gente não sente aromas que não conhecemos então para senti-los há de se conhece-los. Então a lição de casa para o amante de vinhos é colocar o nariz para funcionar, você pode ter certeza que sua próxima degustação de vinho será muito mais rica e prazerosa!



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