Aqui você já entra aprendendo, o feminino de sommelier é sommelière, então não estranhe o nome do blog e nem pense que está errado!
Resolvi criar esse blog como uma maneira de dividir informações preciosas com apaixonados pela arte de Bacco. Aqui vocês encontraram alguns textos meus e outros que eu garimpo por ai e julgo itneressantes para dividir com vocês!
Entre. leia, se apaixone e fique a vontade, a casa é sua!

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Tenute Piccini: Vinhos de tradição e terroir!



Piccini elabora tintos e brancos de muita tipicidade, combinando as mais modernas técnicas de vinificação com toda a tradição das práticas regionais.  Todos os seus vinhos apresentam uma ótima relação de qualidade e preço e já são muitas medalhas, mais de 25, recebidas no International Wine Challenge.
A vinícola tem crescido notavelmente, sendo responsável por cerca de 10% de todos os vinhos Chianti, produzindo mais de 16 milhões de garrafas por ano, distribuindo seus vinhos para mesas em mais de 80 países ao redor do mundo. 

Como tudo começou…

Há mais de um século, no cenário encantador de Chianti Classico, Angiolo Piccini fundou uma pequena vinícola, junto com sua esposa, Maria Teresa Totti. O casal iniciou a produção de Chianti em frascos de palha, contribuindo para um crescimento gradual que estaria por vir. 


Depois de muitos anos, Piccini investiu na compra de 155 hectares no coração do município de Castellina em Chianti, ainda hoje uma das sedes da vinícola. Em 1995, a empresa contava com outros 200 hectares de terra, dos quais 75 eram dedicados a vinhedos, em uma área muito próxima de Siena, no coração da área de produção Chianti Classico. Em 2001, novos investimentos tomaram lugar: Tenuta Moraia, com seus 160 hectares de terra (dos quais 60 eram vinhedos), também entrou nas propriedades de Piccini. Em 2004, as rédeas da empresa passaram para Mario: a dinastia Piccini chegou assim à sua quarta geração. 

Mario Piccini

Mario manteve o DNA da empresa inalterado: amor e respeito pelo passado, com o impulso incessante para o futuro. Mario ampliou ainda mais os horizontes da empresa: Piccini começa a se enraizar fora da Toscana, assumindo um perfil cada vez mais nacional também no nível de produção. Em 2013, a família investiu na Basilicata, adquirindo a fazenda Regio Cantina, que se expandiu por 15 hectares de vinhedos, dedicados exclusivamente à produção de Aglianico del Vulture. Em 2016 foi a vez da Sicília, onde Piccini aperfeiçoou a compra dos vinhedos da Torre Mora, 11 hectares no espetacular cenário da Etna Doc. 

Resumindo, hoje na Toscana, a empresa é dona de Fattoria di Valiano (Chianti Classico), Tenuta Moraia (Maremma), Villa al Cortile (Montalcino) e Geografico (Gaiole em Chianti e San Gimignano); além disso, da Torre Mora em Etna, na Sicília, e Regio Cantina no coração de Aglianico del Vulture, em Basilicata.

E a história não para por aí: sob a orientação especializada de Mario Piccini, uma nova geração está refinando as ferramentas do comércio, pronta para esculpir um novo capítulo de sucesso para Piccini, na Itália e no mundo, e são esses os vinhos que trago agora para vocês! 




FONTE: Onivino



Você ama vinhos? Então me siga no Instagram! Lá posto diariamente dicas e ofertas preciosas! Consigo também te indicar rótulos que combinam perfeitamente com o seu paladar! 


sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

CONHECENDO UVAS: Bobal

 


A uva Bobal é uma variedade de uva tinta originária da Espanha, especialmente cultivada nas regiões de Valencia, Utiel-Requena e Manchuela. É uma das variedades de uvas mais antigas da Espanha e é conhecida por sua capacidade de produzir vinhos com cor intensa, alta acidez e taninos firmes.

Os vinhos feitos com uvas Bobal costumam ter aromas e sabores de frutas escuras, como cereja e ameixa, além de notas de especiarias e, em alguns casos, um toque terroso ou herbáceo. A Bobal é frequentemente utilizada para produzir vinhos encorpados e estruturados, podendo ser vinificada tanto sozinha (como vinho varietal) quanto em blends com outras variedades.


O vinho rosé de Bobal é uma variante fascinante da tradicional uva Bobal, mais conhecida por seus vinhos tintos encorpados e com boa acidez. No entanto, a versão rosé tem ganhado popularidade devido ao seu perfil mais leve, fresco e frutado, que oferece uma excelente opção para climas mais quentes e combinações gastronômicas mais delicadas.

Esta variedade tem ganhado reconhecimento nos últimos anos devido à sua qualidade e ao potencial de expressar o terroir das regiões onde é cultivada. Além disso, a Bobal é considerada uma uva resistente e adaptável, o que contribui para a sustentabilidade da viticultura nas áreas onde é cultivada.


Aqui estão algumas curiosidades interessantes sobre a uva Bobal:

  1. Origem Antiga: A Bobal é uma das variedades de uva mais antigas da Espanha, com registros históricos que remontam ao século XIV. Sua origem está na região de Valencia, especialmente nas áreas de Utiel-Requena, onde é cultivada até hoje.

  2. Resistência ao Clima Quente: A Bobal é uma uva resistente, especialmente adaptada ao clima quente e seco das regiões vinícolas da Espanha. Isso a torna uma escolha popular para viticultores que enfrentam condições climáticas desafiadoras.

  3. Alta Acidez e Taninos: Os vinhos feitos com Bobal são conhecidos por sua acidez vibrante e taninos firmes, o que proporciona uma boa estrutura e longevidade. Esses vinhos costumam ter um perfil mais robusto e são ideais para envelhecimento.

  4. Cor Intensa: A Bobal é uma uva que tende a produzir vinhos de cor profunda, quase violeta, o que os torna visualmente atraentes. Essa característica a torna uma uva valorizada em blends, pois oferece intensidade de cor e corpo ao vinho.

  5. Perfil Aromático Complexo: Os vinhos de Bobal geralmente apresentam aromas de frutas escuras, como cerejas, ameixas e framboesas. Também podem ter notas herbáceas, florais e especiarias, dependendo da técnica de vinificação utilizada.

  6. Raridade Fora da Espanha: Embora a Bobal seja cultivada em algumas outras regiões do mundo, ela é predominantemente associada à Espanha. Poucos vinhos fora do país utilizam essa uva como variedade principal, tornando-a uma escolha única e distinta para os apreciadores de vinhos.

  7. Aumento da Popularidade: Nos últimos anos, a Bobal tem ganhado popularidade, especialmente entre os produtores de vinho que buscam preservar as variedades autênticas espanholas. A qualidade crescente dos vinhos produzidos com essa uva tem atraído a atenção de sommeliers e críticos internacionais.

Essas são algumas das curiosidades que fazem da uva Bobal uma variedade fascinante e especial no mundo dos vinhos!

A enogastronomia da uva Bobal é rica e variada. Seus vinhos, com alta acidez e taninos estruturados, harmonizam com uma grande diversidade de pratos, principalmente aqueles mais robustos e com sabores intensos. Se você busca explorar novas combinações, a Bobal é uma excelente opção para agradar tanto aos amantes de carne quanto aos que apreciam pratos mediterrâneos e queijos curados.



Você ama vinhos? Então me siga no Instagram! Lá posto diariamente dicas e ofertas preciosas! Consigo também te indicar rótulos que combinam perfeitamente com o seu paladar! 





segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

CONHECENDO UVAS: Verdejo

 


ORIGEM

Acredita-se que as raízes da uva verdejo estejam diretamente relacionadas à região espanhola de Rueda, um município da província de Valladolid, comunidade autônoma de Castilla y León.

Estima-se que a uva vem sendo cultivada na área há centenas de anos, com registros históricos que remontam ao século 11.

Contudo, há ainda a teoria de que a origem da verdejo ocorreu de fato no continente Africano, e foi levada por meio de migrações cristãs para a Península Ibérica, especificamente para a Espanha, onde se tornou notável na produção de vinhos brancos feitos a partir dessa uva.


CARACTERISTICAS

Como as parreiras estão situadas na região norte da Espanha, o desenvolvimento é influenciado pelo clima moderado da localidade. Adaptadas ao clima seco e continental do local, resistem ao calor intenso do verão e às temperaturas frias do inverno. O solo é do tipo pedregoso.

Ao observar o aspecto visual da fruta, é possível notar que os cachos formados pela junção dos bagos são médios e compactos, ao passo que a casca da uva tem espessura mediana e cor esverdeada e amarelada.

Devido às condições climáticas, os rótulos de verdejo costumam ser frescos e apresentar aromas minerais, de flores brancas e de frutas maduras brancas como limão, pêssego e maçã-verde, além de caráter herbáceo que remete à feno fresco, e média acidez.

Além dos vinhos tranquilos, é possível produzir espumantes a partir da verdejo. Podem apresentar notas cítricas, perlage fina e acidez refrescante. Também é muito comum a verdejo ser utilizada em blends, juntamente com a sauvignon blanc e a viura (macabeo).


HARMONIZAÇÃO

  • Peixes de carne branca
  • Risoto de alho poró
  • Risoto ou pizza de tomate seco e rúcula
  • Risoto de gorgonzola
  • Pastas com molho branco e queijo

FONTE: Blog Diivino



Você ama vinhos? Então me siga no Instagram! Lá posto diariamente dicas e ofertas preciosas! Consigo também te indicar rótulos que combinam perfeitamente com o seu paladar! 





sábado, 21 de dezembro de 2024

FESTA ENOGASTRONÔMICA



A chegada de dezembro anuncia a chegada de uma época que não deixa ninguém impassível. Época de festas, o fechamento de um ano, o encerramento de mais uma fase da vida. Dezembro é repleto de significados!
Uma das épocas em que mais se consome vinho no Brasil, pois até os cervejeiros se voltam para o vinho visando enobrecer as comemorações, pois pratos presentes nas mesas tanto no Natal quanto no Réveillon exigem a companhia de um bom vinho.
Mas como fazer bonito nas festas de fim de ano realizando a compatibilização perfeita? Esse artigo foi escrito com muito carinho e dedicação para ajuda-lo nessa árdua, mas deliciosa tarefa!
A arte de combinar vinho e comida dá-se o nome de enogastronomia. Enogastronomia nada mais é do que ressaltar as qualidades de um vinho com um prato ou vice-versa.
A regra que manda compatibilizar vinhos tintos com carnes e vinhos brancos com peixes e frutos do mar tem sua lógica, mas comporta também muitas exceções. É mais verdadeira para os tintos que certamente não tem lá muita afinidade com peixes e coisas marinhas, mas os brancos podem muito bem acompanhar carnes seja elas vermelhas ou brancas.
Uma forma fácil de enogastronomia é o que chamamos de “compatibilização étnica”, ou seja combinar um prato típico de uma região com um vinho também típico. Nesse caso temos o exemplo das massas italianas sempre bem acompanhadas de um bom Chianti ou Valpolicella, ou ainda o caso do tradicional cordeiro assado acompanhado de um belo Bordeaux tinto! Mas é logico que existem por trás dessa simplicidade inúmeros fatores que podem exigir um certo conhecimento técnico.
Se no preparo da receita o vinho entrar em quantidades consideráveis ele ditará o que ira a mesa, uma perdiz cozida ao vinho tinto vai pedir a companhia de um tinto, já um “coq au Riesling” ficara melhor acompanhado de um vinho branco!
Para o tradicional leitão assado de final do ano o que precisamos? A carne do leitão é delicada, porém bastante gordurosa isso pede um tinto de corpo médio com boa acidez a exemplos dos vinhos elaborados com Tempranillo, Baga e Merlot. Já o lombo de porco assado sem muitos temperos, normalmente marinado em vinho branco vai pedir a companhia de um branco de alta classe como um Chardonnay barricado do Novo Mundo ou um intenso Gewustraminer ou Viogner!
As entradas ou acepipes, facilmente presentes nas festas de fim de ano podem ser facilmente compatibilizadas sem preocupações com espumante brut, branco ou rosê. O espumante é um vinho extremamente versátil que tem ampla gama de compatibilizações! O mais importante nesse caso é o cuidado com a temperatura, sempre o tenha disponível imerso em um balde de gelo e água!
Os peixes e frutos do mar indiscutivelmente pedem brancos, no máximo podem ser abertas exceções para tintos com poucos taninos como o Pinot Noir. Os crustáceos, lagostas e camarões pedem a companhia de grandes brancos como os de Bordeaux, Borgonhas, excelentes e minerais Riesling ou ainda carnudos Semillon australianos. O bom senso dita a regra de combinação de vinhos brancos com peixes, um delicado linguado pede um branco mais leve, já o gorduroso salmão vai preferir a companhia de um branco mais encorpado ou ate mesmo um tinto leve.
O bacalhau é um caso a parte. Seu sabor que pode variar do delicado ao agressivo e salgado admite a companhia de tintos e brancos. No caso tintos leves ou brancos encorpados, ou a perfeição de um vinho rose que traz a mesa do melhor dos dois vinhos. O vinho verde parece ser a combinação perfeita porem nem sempre possui “corpo” suficiente para enfrentar a força do bacalhau, então cuidado com essa escolha!
Outros pratos simples porém bem tradicionais nessa época do ano:
TENDER: A compatibilização com esse prato é complicada. Pense bem, carne suína defumada, normalmente assada com especiarias e acompanhada de molhos agridoces, mas há salvação se optarmos por um vinho tão exótico quanto a preparação como um Riesling alemão Spätlese ou um Auslese ou um Gewustraminer.
PERU: Acompanha tinto leve como Pinot Noir, Garnacha,, mas a aposta certa seria a compatibilização do prato com um bom rosê. A preparação com molhos agridoces cairia melhor com espumante brut ou um prosecco.

Acho que conseguimos abordar uma ampla gama dos pratos festivos dessa época, no entanto caso ainda reste dúvida me coloco a disposição dos leitores! No mais um excelente final de ano e que 2025 seja um ano repleto de sucesso e realizações em sua vida!


Você ama vinhos? Então me siga no Instagram! Lá posto diariamente vinhos maravilhosos e com as melhores ofertas do mercado! Consigo também te indicar rótulos que combinam perfeitamente com o seu paladar! 


sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

VINHO: Quanto mais velho melhor?

 


O envelhecimento é uma característica única dos vinhos. Nenhuma outra bebida consegue melhorar após pronta. Com o envelhecimento, os aromas, estrutura e outras características do vinho mudam, deixando a bebida completamente diferente do que ele era quando foi engarrafado.

Na Grécia antiga e na época do Império Romano, vinhos envelhecidos por muitos anos eram apreciados pela elite da época. O vinho mais famoso da Roma antiga, o Falernum, era um branco da atual região da Campania que costumava ser consumido apenas depois de 10 anos!

É claro que a grande maioria dos vinhos da antiguidade era consumida em poucos meses, já que tinham pouco corpo e oxidavam rapidamente, mas o prazer de beber um grande vinho envelhecido já era uma realidade na antiguidade, mesmo com as técnicas ancestrais de produção.


Um dos maiores mitos do vinho é a tese de que quanto mais velho melhor! Menos de 1% da produção mundial de vinhos se destinam a longa guarda, a maioria absoluta dos vinhos que compramos deve ser tomada no prazo máximo de 05 anos, pois a grande maioria deles já são lançados no mercado prontos para ser consumidos.

A grande maioria desses tintos, brancos e rosados mostram melhor suas qualidades quando ainda jovens, enquanto o frescor no palato e os aromas de fruta continuam vivos e exuberantes. Para um vinho poder envelhecer, ele precisa ter algumas características que permitam que ele demore mais tempo para oxidar. A acidez é um dos componentes que podem garantir ao vinho uma grande longevidade.

Mesmo os brancos mais delicados, quando têm uma boa acidez, são capazes de durar décadas em uma boa adega. É o caso, por exemplo, dos Rieslings alemães ou do vinho português Buçaco. Outro fator que garante um bom envelhecimento é a quantidade de componentes fenólicos, principalmente os taninos: quanto mais taninos, mais tempo o vinho consegue aguentar. Geralmente os brancos fermentados e os tintos maturados em barricas de carvalho também aguentam melhor o passar dos anos.

O vinho para envelhecer tem que reunir TODOS os seguintes fatores:

  • Vir de um vinhedo antigo e de baixa produção
  • A uva tem que ser de excelente qualidade, sem ter absolutamente nenhum defeito.
  • Vir de uma safra absolutamente perfeita
  • Ter uma boa graduação alcoólica
  • Ter acidez suficiente
  • Ter taninos robustos e maduros
  • Passar por barricas novas de carvalho.
Pelas exigências acima descritas pense bem se aquele vinho que você está guardando a 10 anos para um momento especial atende a todos os requisitos?
Um vinho que atende a todos esses requisitos com certeza vai custar caro, normalmente bem mais de U$$ 100 por garrafa.
No envelhecimento o vinho polimeriza seus taninos e perde acidez, dai a importância dele ter acidez e taninos equilibrados. Um vinho com muito tanino e baixa acidez se perderá no envelhecimento, se tornando um vinho “chato” pois a perda de acidez no envelhecimento o desequilibrará. Essa é uma das razões também pela qual pouquíssimo vinhos brancos envelhecem bem, eles perdem acidez mas não tem taninos para os proteger da oxidação que é um passo natural no processo de envelhecimento.
Eu mesma passei pelo dissabor de guardar algumas garrafas de vinho para acompanhar seu envelhecimento. Em uma viagem a Argentina adquirimos na Catena,  um vinho que foi especialmente elaborado para o bicentenário de uma famosa revolução. Trouxemos 03 garrafas. O enólogo nos alertou que era para abrir o vinho a partir de 2010, A primeira garrafa tomamos 2 anos antes, o vinho se mostrava muito bom, porém ainda tinha taninos rebeldes e uma acidez demasiada elevada. Em 2010 abrimos outra garrafa, o vinhos estava maravilhoso, a acidez se equilibrara, mas havia uma pontinha ainda de taninos rebeldes. A terceira garrafa foi literalmente esquecida dentro de nossa adega e foi degustada o ano passado.... pura decepção, percebia-se perfeitamente que o vinho tinha entrado em declínio, os taninos já quase não existiam, a acidez se foi, só restou um aroma maravilhoso mas que não se confirmava em taça. 
Para efeitos de exemplo bem básico, podemos nivelar os vinhos por preços:
  • Nenhum vinho abaixo de U$$ 10 tem que envelhecer, tome-o já, imediatamente, agora, e aproveite a sua juventude, ele te dará bons momentos no máximo por 03 anos!
  • Vinhos até U$$ 30 podem envelhecer por até 05 anos.
  • Vinhos acima de U$$ 50 normalmente tem estirpe e podem se beneficiar de um envelhecimento acima de 05 anos.
Mas como guardar um vinho de maneira que ele amadureça tranquilamente?
Em se falando de Brasil é essencial uma adega climatizada ou uma adega subterrânea. Os vinhos devem descansar em ambientes escuros, silenciosos e sem trepidações, com umidade controlada e temperaturas abaixo de 16ºC.
Uma outra coisa muito importante: se for guardar um vinho compre-o na própria vinícola, converse com o enólogo, saiba dele o potencial de envelhecimento do rótulo que você está levando para casa.

O vinho é um ser vivo e lembre-se que nem todo mundo envelhece bem!


Você ama vinhos? Então me siga no Instagram! Lá posto diariamente vinhos maravilhosos e com as melhores ofertas do mercado! Consigo também te indicar rótulos que combinam perfeitamente com o seu paladar! 


quinta-feira, 28 de novembro de 2024

PEREZ CRUZ - Um cenário perfeito para excelentes vinhos!

 



A trajetória da vinícola Pérez Cruz começou em 1963, quando o casal Don Pablo Pérez Zañartu e Doña Mariana Cruz Costa adquiriram terras em uma região propícia para o cultivo de uvas, no Valle del Maipo. Anos mais tarde, em 1994, os 11 filhos do casal plantaram as primeira vinhas na propriedade da família.

A Vinícola Pérez Cruz escolheu sua localização cuidadosamente, considerando – entre outros fatores – os diferenciais do seu solo (pedregoso e pobre em nutrientes) e o clima mediterrâneo. Características perfeitas para a produção de vinhos de alta qualidade, principalmente elaborados com a uva Cabernet Sauvignon, garantindo a melhor representação do terroir chileno.

Toda a tradição familiar com uma região perfeita para o cultivo das uvas deu origem a qualidade dos vinhos Pérez Cruz, produzidos aos pés da Cordilheira dos Andes, no Valle del Maipo, no Chile. A região é reconhecida como uma das melhores para a produção de vinho tinto no Chile.

O primeiro vinho foi lançado ao mercado chileno em 2002, com o nome Pérez Cruz em homenagem a seus pais. Desde então, a família busca produzir vinhos com os melhores padrões de qualidade e tecnologia atrelados a práticas de sustentabilidade. As características únicas de cultivo e produção fizeram com que a fama da vinícola rompesse as fronteiras e chegasse ao mundo todo.  

Em 2001, o enólogo Germán Lyon se uniu à história da vinícola Pérez Cruz, tornando-se o responsável técnico pelos rótulos produzidos. Germán já ganhou várias premiações importantes ao longo de sua jornada, incluindo excelentes avaliações e pontuações do renomado crítico Robert Parker.


Os rótulos produzidos na vinícola Pérez Cruz são frescos, com taninos suaves e bem equilibrados. São exemplares que expressam sua origem. As uvas são oriundas de vinhedos naturalmente de baixa produção localizados no sopé da Cordilheira dos Andes.

A vinícola não faz uso de nenhum tipo de produto de origem animal, como agentes clarificadores. Com isso, todos os vinhos Pérez Cruz são adequados para veganos e vegetarianos.



Você pode adquirir os vinhos da Pérez Cruz comigo e confirmar na taça tudo o que eu disse acima sobre essa maravilhosa vinícola! 

L& F Wines - Consultoria Personalizada

FALE COMIGO!

FACEBOOK

ME SIGA NO INSTAGRAM



sexta-feira, 8 de novembro de 2024

DICA DA SOMMELIÈRE: Vinhos e queijos

 



Hoje vamos falar da combinação clássica de vinhos e queijos. 
Você sabia que na França a degustação de vinhos com queijos em vinícolas é clássica, mas esconde um "truque"? O queijo encobre qualquer pequeno defeito que o vinho posso ter e com isso o vinho aparentemente cresce em qualidade, o que logicamente, aumenta as vendas desse produtor!
Mas deixando os "truques" de lado vamos ao que interessa, pois realmente a combinação de vinhos com queijos é um casamento perfeito! 

QUEIJOS FRESCOS (cottage, Ricota, frescal, patês em geral feito com esses queijos): Vinhos brancos leves, Espumantes brancos e rosês.
Por quê? Queijos frescos têm sabores mais suaves e a acidez e vivacidade dos vinhos brancos equilibram a cremosidade desses queijos. O espumante também funciona bem devido à sua leveza, acidez e frescor.

BRIE e CAMEMBERT: Vinhos brancos encorpados (chardonnay barricado), rosês e tintos leves como os elaborados com a Pinot Noir.
Por quê? A textura cremosa do Brie e do Camembert combina bem com a cremosidade do Chardonnay e com a leveza e as notas frutadas do Pinot Noir, criando um equilíbrio perfeito entre a acidez e a cremosidade.

QUEIJOS SEMI-DUROS (Gouda, Mussarela, Emmental, Edam, Reino) combinam bem com tintos de medio corpo e boa acidez, como Tempranillo, Garnacha, Sangiovese, Carmenère e Merlot.
Por quê? A gordura nesses queijos se equiliba com vinhos de boa acidez e taninos medianos criando uma sensação aveludada em boca.

QUEIJOS DUROS (Parmesão, Pecorino) Pede vinhos de corpo médio a encorpado como os Chianti Clássico, Barolo, Cabernet Sauvignon, Mourvedre e os clássicos cortes GSM (Grenache, Syrah e Mourvedre)
Por que? Necessitam de vinhos com bom corpo e acidez, mas ao mesmo tempo com taninos redondos, pois o sal presente nestes queijos pode acentuar os taninos.

QUEIJOS AZUIS (Gorgonzola, Stilton, Blue) Pede normalmente vinhos doces (Porto, Sauternes, Late Harvest) pois precisam do que chamamos de compatibilização por oposição, mas podem harmonizar também perfeitamente com espumantes mais mais complexos, elaborados pelo método champenoisse.
Por quê? O queijo azul tem um sabor forte e picante que contrasta bem com a doçura de vinhos como o Porto, Late Harvest e  Sauternes, criando uma combinação de sabores salgados e doces que se complementam. Já os espumantes elaborados pelo método tradional tem a força para sustentar a opulência de sabores desses queijos.



GOSTA DE VINHOS? Agora você pode ter a certeza de sempre adquirir um vinho que seja perfeito para seu paladar ou seu momento. Entre no nosso grupo de whats e receba todos os dias ofertas de vinhos do mundo todo e também pode me chamar para que eu faça uma seleção especial e exclusiva para você.
ENTRE NO NOSSO GRUPO DO WHATS! CLIQUE AQUI!












DICA DA SOMMELIÈRE - Vinhos e Churrasco

 


Final de semana normalmente rola um churrasco. E o que você acompanha com churrasco? Cerveja? Sabia a que compatibilização de churrasco com cerveja é extremamente indigesta? Percebe que quando você faz essa combinação se sente inchado, enfastiado e sem energia depois de algumas horas? 

A combinação perfeita para o delicioso churrasco seria mesmo vinho tinto que normalmente é rico e taninos, e quando combinados com carne, os taninos ajudam a suavizar a gordura e realçar os sabores.

Vamos a algumas dicas para tornar seu churrasco, a partir de hoje, uma experiência gastronômica memorável:


CARNES GORDAS BEM PASSADAS: Pedem vinhos com acidez média para alta e taninos aveludados como Malbec, Tempranillo, Carmenere e a maioria dos blends tintos.


CARNES GORDAS MAL PASSADAS: pedem vinhos com tanino alto, pois o sangue combina perfeitamente com vinhos de alta tanicidade como Tannat, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot, Nebbiolo, Mourvedre e Cabernet Franc.


CARNES MAGRAS MALPASSADAS: Opte por vinhos com acidez e taninos intermediários como Blends portugueses, Syrah, Merlot, vinhos do sul da Itália e os tintos franceses em geral.


CARNES MAGRAS BEM PASSADAS: Sem a suculência do sangue e da gordura podem ser acompanhados por tintos leves como Pinotage, Pinot Noir, Grenache e Gamay.


CARNES SUINAS EM GERAL: Combinam com Merlot e também com a maioria dos vinhos rosês.


Ainda ficou com dúvidas? É só me chamar que eu te ajudo a escolher o vinho perfeito!




GOSTA DE VINHOS? Agora você pode ter a certeza de sempre adquirir um vinho que seja perfeito para seu paladar ou seu momento. Entre no nosso grupo de whats e receba todos os dias ofertas de vinhos do mundo todo e também pode me chamar para que eu faça uma seleção especial e exclusiva para você.
ENTRE NO NOSSO GRUPO DO WHATS! CLIQUE AQUI!




domingo, 27 de outubro de 2024

DIA MUNDIAL DO CHAMPAGNE


 

O Dia Mundial do Champagne é comemorado no dia 28 de outubro. A data foi criada em 2007 pela Comissão Interprofissional do Champagne (CIC) para celebrar a história e cultura da bebida, além de promover o consumo responsável. 

Champagne, por definição, é um termo que só pode ser aplicado aos espumantes elaborados na região de 

mesmo nome na França, mas aqui , como forma de homenagem, vamos falar de todos os espumantes do 

mundo.

A lenda conta que o monge Dom Pérignon (1638-1715), responsável pelas adegas da Abadia de Hautvillers, descobriu o champanhe. Ele percebeu que, durante o inverno, os vinhos soltavam pequenas bolhas e ficou impressionado com o sabor da nova bebida. "Venham amigos, venham ver, estou bebendo estrelas!" Isso foi o que presumidamente o Monge beneditino Dom Pierre Perignon falou ao beber seu primeiro gole de champagne... Presumidamente, pois segundo a regra os monges beneditinos não podiam beber nada de álcool... (ih... melhor abafar o caso...) Dom Pérignon foi um monge do Mosteiro de Hautvillers, que aperfeiçou o denominado método champenoise, que foi inspirado em um antigo método de elaboração de vinhos borbulhantes em Limoux, sul da França.

O método champenoise é uma das mais nobres maneiras de se elaborar um vinho espumante e se baseia principalmente no fato de forçar uma segunda fermentação de um vinho-base dentro da própria garrafa.
Como se faz isso: Primeiro elabora-se um vinho base, pode ser com uvas tintas ou brancas. O mosto tem que ser proveniente de uvas não muito maduras, e o vinho-base depois de pronto não pode ter mais que 11º de alcool. Depois os vinhos podem ou não ser misturados, são colocados dentro de uma garrafa onde recebem a adição de liqueur de tirage (açucar de cana e leveduras) que vão produzir a segunda fermentação, criando dentro da garrafa um vinho com gás carbonico e mais alcool. O processo de tomada de espuma do método se dá pelo simples fato de que as leveduras adicionadas no vinho base se alimentam do açucar que também foi adicionado. O resultado disso é que essas mesmas leveduras se alimentam do açucar, tranformando-o em alcool e excretando gás carbônico, o gás sem poder sair (já que o ambiente é uma garrafa devidamente tampada) se dissolve no liquido ao seu redor criando assim um “vinho espumante natural”. Essa segunda fermentação dura em média 03 meses, depois disso as leveduras morrem pois não toleram níveis altos de alcool, porem algumas garrafas podem permanecer nas adegas por mais de anos, em contato com as leveduras mortas num processo que aumenta seu sabor e complexidade, conhedido como processo de autólise.

Depois do processo de autólise vamos para um processo chamado remuage, que consiste em forçar as leveduras mortas a se concentrarem no gargalo da garrafa a fim de serem eliminadas. Esse método dura cerca de 02 meses onde a garrada é girada diariamente em 1/8 de volta ao dia. Durante essa fase as garrafas são colocadas em cavaletes, chamados pupitres. Inicialmente as garrafas são colocadas na horizontal, e aos poucos vão sendo inclinadas até chegarem a posição vertical, onde todas as leveduras mortas estarão concentradas no gargalo da garrafa. Inicia-se então o processo de degorgement, onde os gargalos são congelados e as leveduras são retiradas deixando o vinho limpido e cristalino. Completa-se então a garrafa com o liqueur d’expedition, que conforme a quantidade determina se o espumante será nature, brut, demi-sec ou doux. Os espumantes elaborados pelo método champenoise são a regra na região de Reims e Epernay na França, e constituem a elite dos espumantes no resto do mundo. São chamados Sekt na Alemanha, Cava na Espanha e no resto do mundo podem ser chamados simplesmente espumantes. Champagne somente os oriundos da nobre região francesa (Reims e Epernay)

Um outro método usado na elaboração de espumantes é o Metodo Chamat. Aqui também temos a criação de um vinho base, porém, a adição do liqueur de tirage se dá em tanques de aço-inox, chamados auto-claves. A segunda fermentação pode durar de 30 a 60 dias. Depois o vinho é decantado, filtrado, adicionado de liqueur d’expedition e finalmente engarrafado e arrolhado. Os espumantes elaborados por esse método são mais ligeiros, menos complexos e custam muito menos que os elaborados pelo método champenoise. São espumantes para dia a dia, excelentes curingas e muito refrescantes. Exemplos clássicos são os Proseccos e grande maioria dos espumantes da América do Sul.

Um terceiro método de elaboração de espumantes é o Metodo Asti, desenvolvida em uma pequena sub-região da Itália. Consiste em elaborar espumantes por meio de uma única fermentação desenvolvida dentro de autoclaves. Geralmente esses vinhos são elaborados com a uva Moscatel, são naturalmente doces e tem baixa graduação alcoolica (menos de 8ºGL). O processo se dá em deixar que o vinho sofra fermentação em autoclaves, gerando o gás carbônico que se dissolverá no liquido, e ao atingir a graduação de 7º a 8ºGL o auto clave é abruptamente resfriado, matando literalmente as leveduras de frio. Com o “assassinato” das leveduras as mesmas deixam de transformar açúcar em álcool, deixando ainda uma grande parte de açucar residual no vinho, criando assim um espumante naturalmente doce. Os espumantes Moscatel, ou Asti são a companhia perfeita para sobremesas, frutas e bolos em geral.

Na minha opinião, espumantes são a bebida perfeita para todas as ocasiões e deveriam estar a todo momento em nossas mesas, boca e em nossos corações!



GOSTA DE VINHOS? Agora você pode ter a certeza de sempre adquirir um vinho que seja perfeito para seu paladar ou seu momento. Entre no nosso grupo de whats e receba todos os dias ofertas de vinhos do mundo todo e também pode me chamar para que eu faça uma seleção especial e exclusiva para você.
ENTRE NO NOSSO GRUPO DO WHATS! CLIQUE AQUI!