Aqui você já entra aprendendo, o feminino de sommelier é sommelière, então não estranhe o nome do blog e nem pense que está errado!
Resolvi criar esse blog como uma maneira de dividir informações preciosas com apaixonados pela arte de Bacco. Aqui vocês encontraram alguns textos meus e outros que eu garimpo por ai e julgo itneressantes para dividir com vocês!
Entre. leia, se apaixone e fique a vontade, a casa é sua!

terça-feira, 1 de abril de 2014

ROLHA INFLÁVEL PROTEGE O VINHO DEPOIS DE ABERTO



Uma nova ferramenta vai alegrar os consumidores de vinho, uma 'rolha de ar', como pode ser classificada. Na verdade o 'Air cork' é uma bolsa inflável que assim que colocada dentro da garrafa impede a entrada de gases que a aceleram o envelhecimento do vinho.
O gás nitrogênio é uma das formas mais comuns de deslocar ar na garrafa, e o ar é um dos fatores que afetam o frescor do vinho, assim como o calor e a luz. Por isso uma empresa decidiu criar um método não químico, de eliminar o oxigênio da garrafa.
A ferramenta faz o serviço do nitrogênio, ocupando o espaço que o ar ocuparia e evitando o contato dele com o liquido dentro. O Air cork é uma pequena bexiga que é colocada dentro da garrafa e depois é cheia com uma bombinha que fica para o lado de fora. Depois disso, basta apertar um dispositivo que perto da bomba que a bola esvazia.
Algumas pessoas que já usaram, disseram que além de prático é uma ferramenta divertida, além de fácil.  O Air Cork pode ser encontrado no site da empresa e também na Amazon ao custo de US$ 24,95.
Segue link:
http://www.amazon.com/Air-Cork-AC-Wine-Preserver/dp/B00837T7KG

FONTE: Revista adega - noticias

TRABALHE DUAS HORAS E COMPRE UMA GARRAFA DE VINHO

Reportagem muito interessante da REVISTA ADEGA: aqui no Brasil precisamos trabalhar 02 horas para comprar uma garrafa de vinho! 
Taí da próxima vez que achar teu trabalho entediante lembre-se que em 08 horas de teu trabalho vão render 4 garrafas do néctar dos deuses!

"Uma pesquisa da revista online francesa La Feuille de Vigne revelou o tempo que uma pessoa precisa trabalhar para ganhar dinheiro suficiente para adquirir uma garrafa de vinho. Segundo os dados, a média mundial gira em torno de 7 horas e 15 minutos de “labuta”. O Brasil aparece no meio da tabela, com o consumidor tendo que gastar cerca de 2 horas de trabalho para poder levar um vinho para a casa.
O estudo utilizou dados estatísticos do Numbeo, banco de dados da Organização Internacional do Trabalho, órgão que mede o custo de vida no mundo. De acordo com a revista, o tempo estimado para a aquisição do vinho em cada país foi elaborado a partir do preço médio do produto vendido em lojas de varejo do salário médio por hora de cada nação citada.
Os 19 países onde o vinho é mais acessível para os cidadãos se encontram na Europa. Em Luxemburgo, líder do ranking, por exemplo, uma pessoa precisa trabalhar apenas 14 minutos para conseguir uma garrafa da bebida, um minuto a menos do que o necessário para os austríacos. Dinamarqueses, suíços e franceses também precisam de menos de 20 minutos de trabalho para garantir seu vinho.
Agora, fora da Europa, destaca-se a Austrália, onde seus habitantes precisam trabalhar em média 20 minutos para efetuar a compra do produto. Nos Estados Unidos, por outro lado, o cidadão precisa trabalhar 44 minutos para garantir uma garrafa, aparecendo na 27a posição do ranking.
A pesquisa também constatou, sem surpresa, que no caso dos países produtores de vinho, as pessoas conseguem encontrar o produto a preços mais baixos, pois no valor da bebida não há a adição do custo de transporte nem do custo da importação, o que a torna mais acessível à população. Ainda assim, em países como a Argentina, por exemplo, um consumidor precisa empenhar quase 3 horas de seu trabalho para adquirir um vinho.
Nos últimos postos da lista estão Irã, Indonésia e Bangladesh. No Irã, onde a religião proíbe o consumo de bebidas alcoólicas, é preciso trabalhar por quase 60 horas para conseguir uma garrafa de vinho."

quarta-feira, 26 de março de 2014

JOIAS ARGENTINAS



Argentina hoje o 8º lugar no ranking de consumidores de vinhos, hoje os hermanos consomem anualmente nada mais nada menos que cerca de 25 litros per capita, isso contra nós brasileiros que consumimos perto de 2 litros per capita no mesmo periodo!
Há alguns anos atrás tive a chance de conhecer Mendoza e de la voltei encantada com as joias escondidas, bem diferentes das marcas que conhecemos por aqui.
No Brasil sinto que se liga muito para marcas conhecidas tais como Catena, Terrazas, Norton, Salentainetc. E quando o turista tem a chance de ir visitar a região se conforma em somente ir conhcer essa imensas vinícolas sem perceber que o vinho argentino e feito de poesia, mistério e principlamente qualidade! E toda essa poesia se encontra em recantos escondidos bem distantes das gigantes e conhecidas vinícolas.
Ficamos 15 dias em Mendoza e conseguimos descobrir muitos tesouros, a seguir divido alguns desses segredos com meus queridos leitores para que em uma proxima oportunidade também de deleitem:

FINCA LA LUZ
www.fincalaluz.com.ar
Fundada a mais de 60 anos por um imigrante italano, em pleno coração do Valle do Uco, seus vinhedos possuem um terroir extraordinario com caracteristicas únicas. Os vinhedos se encontram em uma altitude de 1.100 metros e aos pés da cordilheira dos Andes, onde há séculos uma grande coruuja branca protege os vinhedos com tenacidade, sendo a grande lenda da região, a Verdadeira Guardiã dos Vinhedos.
A linha Callejon del Crimem traz vinhos intensos, robustos e carregados de mistério, pois conta a lenda que o vinhedo onde se plantam as vinhas foi o cenário para um crime passional.

CARMELO PATTI
San Martin 2614, Mayor Drummond, Luján de Cuyo.
O mago dos vinhos da Argentina, Carmelo Patti é um enólogo de vocação, que elabora o vinho em uma antiga vinícola e em sua própria garagem. Quem visita a vinícola, é acompanhado pessoalmente por Carmelo ao longo de um agradável passeio por sua propriedade, onde explica animadamente os diferentes processos e conta sua própria história. É um dos enólogos mais apaixonados - e consequentemente, mais comentado - de Mendoza. Jamais o verá sem um sorriso no rosto. Embora possa parecer um lugar humilde quando visto de fora, Carmelo produz vinhos vendidos em todos os cantos do mundo, pois muitos dos que visitam a vinícola, viram seus leais fãs e mantêm o contato, fazendo encomendas especiais. É fácil ver porque eles se apaixonam por esta personagem mendocina, e pelos seus vinhos.

RENACER
www.bodegarenacer.com.ar
Esta vinícola de proprietários chilenos elabora um ótimo Malbec, e é a única na Argentina que produz Sauvignon Blanc a partir de uvas chilenas, do Vale de Casablanca. Na Argentina, é quase impossível comprar vinho de qualquer outro país, então, esta vinícola oferece uma interessante comparação entre um Sauvignon Blanc produzido em solo argentino e um produzido no clima marítimo do Chile. Projetada como um castelo com paredes de pedra, esta vinícola de médio porte foi construída ao lado de um pequeno lago ou reservatório, com peixes e cisnes. Os visitantes podem ter uma aula especial sobre blends, onde aprendem a combinar diferentes amostras de Malbec, a fim de criar seu próprio corte. É possível também fazer uma visita e degustar todas as suas linhas de vinho. Vinho a degustar: seu Enamore, um Malbec estilo amarone, elaborado com uvas parcialmente dessecadas após a colheita.

Outras bodegas que valem MUITO a visita:

O.FOURNIER
http://www.ofournier.com/web/ar_00_in.html


RUCA MALÉN
http://www.bodegarucamalen.com/


BODEGA CAVAS DE WEINERT
http://www.bodegaweinert.com/



quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

NOVA INDICAÇÃO DE PROCEDÊNCIA DESPONTANDO

Grupo a campo, semana passada. Da esquerda para a direita: Patricia, Boursiquot, Maia e Taffarel.
Grupo a campo, semana passada. Da esquerda para a direita: Patricia, Boursiquot, Maia e Taffarel.

Expert francês confirma singularidade da uva Moscato Branco cultivada em Farroupilha

Evidências científicas apontam que a variedade, que no Brasil tem aproximadamente 50% de sua produção concentrada no município, seja única no mundo, o que deve impulsionar o projeto da Indicação de Procedência de vinhos finos e espumantes moscatéis de Farroupilha
De segunda, 27, a sexta-feira da semana passada, 31 de janeiro, a Serra Gaúcha recebeu o ampelógrafo (cientista que identifica e classifica as cultivares de videira) francês Jean-Michel Boursiquot, da Universidade SupAgro, de Montpellier (França). Mundialmente conhecido por ter redescoberto no Chile a variedade Carmenère, ele esteve na região para contribuir na confirmação de uma suspeita antiga: a de que a cultivar de uva ‘Moscato Branco’ presente na Serra Gaúcha desde os anos 1930 somente é cultivada comercialmente no Brasil, principalmente na região de Farroupilha (RS), município que responde por cerca de 50% do volume de produção da casta no país.
Com o avanço do projeto de desenvolvimento da Indicação de Procedência (IP) Farroupilha, para vinhos finos moscatéis, iniciado em 2009, cresceu o interesse sobre a Moscato Branco cultivada no município. Ela é utilizada na elaboração de vinhos secos finos moscatéis e do moscatel espumante – um sucesso da vitivinicultura brasileira –, entre outros. Em 2012, a Embrapa Uva e Vinho aprovou uma ação de pesquisa específica para aprofundar a caracterização genética e molecular da uva. Tal atividade conta com a participação da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e apoio financeiro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, através da Coordenação de Incentivo à Indicação Geográfica de Produtos Agropecuários (CIG). Essa ação multi-institucional envolve os produtores da Associação Farroupilhense de Produtores de Vinhos, Espumantes, Sucos e Derivados (Afavin), titular da IP – cujo pedido de registro deve ser encaminhado ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) ainda neste primeiro semestre.
A hipótese da originalidade surgiu a partir da observação antiga de que a Moscato Branco cultivada em terras brasileiras se distinguia das uvas moscatéis cultivadas na Europa. Os primeiros resultados indicam que a suspeita é verdadeira, e que a variedade seja realmente exclusiva. A experiência de Boursiquot, conjugada ao trabalho dos pesquisadores da Embrapa, tornou possível a comparação, sem encontrar um par idêntico entre amostras da Moscato Branco cultivada no Brasil e de uvas Moscato existentes em amplas coleções dos bancos genéticos de uva brasileiro e francês. Os estudos seguem, buscando-se mapear a origem e estabelecer a paternidade dessa cultivar, com a expectativa de que, em breve, possa-se conhecer que tipo de uva, afinal, ela é.
“A confirmação da hipótese certamente ampliará o interesse pelos vinhos moscatéis elaborados em Farroupilha, fortalecendo os conceitos de tipicidade e qualidade associados a essa origem, que são os elementos de base no processo de desenvolvimento da IP”, analisa o coordenador do conselho técnico da Afavin, João Carlos Taffarel. O apelo positivo é reforçado pelo pesquisador da Embrapa Uva e Vinho Jorge Tonietto, que coordena o projeto da Indicação de Procedência Farroupilha. “As Indicações referem-se a produtos de origem, em que se valorizam os diferenciais característicos de determinado local na elaboração de um produto. No caso de Farroupilha, em que o trabalho é focado nos produtos moscatéis, o fato de se ter uma variedade que resulta em vinhos com características de gosto e aroma Moscato de qualidade, sendo cultivada somente aqui, aumenta o caráter de originalidade da IP, distinguindo-a na produção de vinhos mundial”, comenta. A também pesquisadora da Embrapa Patricia Ritschel observa, igualmente, que o indício de originalidade aumenta o interesse acerca da cultivar, o que conduz a desdobramentos significativos para os produtores. “Ainda serão desenvolvidos trabalhos envolvendo aspectos agronômicos, fenológicos e enológicos, incluindo microvinificações, possibilitando a seleção de clones que melhor se adaptem à região, bem como orientações para a utilização de determinadas técnicas de manejo, questão importante para o agricultor, no sentido de favorecer a qualidade e a evolução no cultivo dessa casta tão expressiva para Farroupilha”, comenta. Uma das coordenadoras do Programa de Melhoramento Genético de Uva da Embrapa, ela acrescenta que a uva ‘Moscato Branco’ foi selecionada no Programa para ter o seu genoma sequenciado no Brasil. “Isso permitirá um detalhamento ainda maior na caracterização genética e molecular, abrindo possibilidades de análises potenciais para aprofundar o estudo da biologia da cultivar, com base no conhecimento da sequência do seu DNA. Com isso, questões importantes como o aroma e a adaptação da cultivar às condições brasileiras poderão ser mais exploradas”, completa.
Participa do trabalho de identificação, ainda, o pesquisador da Embrapa Uva e Vinho João Dimas Garcia Maia, que, com Patrícia, coordena o Programa de Melhoramento Genético de Uva da Embrapa.

Texto: Giovani Capra (Embrapa Uva e Vinho) e Marciele Scarton (Afavin)
DO SITE DA EMBRAPA UVA E VINHO

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

VINHO 1001 UTILIDADES

Não é só o "bombril" que tem 1001 utilidades! Abriu uma garrafa de vinho e não conseguiu consumí-la totalmente? Não o jogue no ralo (salvo se estiver estragado...). Aprenda 10 bons usos que você pode dar para ele (e eu que só o usava para cozinhar...):

1. Corante para tingimento
Se você já teve o azar de derramar uma boa quantidade de vinho em sua roupa, sabe muito bem que ela dificilmente sai. Na verdade, o próprio vinho pode ser usado para tingir o tecido, desde que você não seja muito exigente quanto a paleta de cores, que pode variar de rosa pálido, um roxo profundo roxo ou um cinza-azulado (dependendo do vinho). Para fazer isso, aqueça o vinho até ferver em uma panela grande, adicione a roupa que deseja e revolva-a no corante por 10 minutos. Quando esfriar, lave-a e estenda em seguida.

2. Lave frutas e legumes
fazendo o mesmo efeito de um bicarbonato de sódio, o vinho pode ser usado para lavar frutas e verduras. O álcool dissolve as impurezas na superfície e mata várias bactérias como a Salmonella e a Escherichia coli.

3. Máscara Facial
Você ainda tem em sua geladeira uma garrafa que abriu no Ano Novo? Converta-a em uma máscara facial. O poder antioxidante do vinho oferece benefícios se aplicado diretamente sobre a pele. Muito simples de preparar, coloque em uma tigela, 2 colheres de sopa de vinho tinto e 4 de mel. Misture e aplique a pomada no rosto e pescoço. Deixe por 20 minutos e remova com água morna.

4. Remova manchas de gordura
Nem ajudantes musculosos ou produtos sofisticados... Nada melhor para remover a gordura de sua cozinha que a acidez de um Sauvignon Blanc, que você abriu para espantar o calor. Do mesmo modo, ajuda a remover manchas de óleo no chão de garagens e calçadas.


5. Cura de contusões
Um antigo remédio popular recomendava mergulhar um pedaço de pão no vinho e depois aplicá-lo sobre a contusão para ajudar a curá-la mais rapidamente. Acredite ou não, é uma verdade científica que esta bebida é rica em flavonóides, um antioxidante natural que tem efeito anti-inflamatório no corpo.

6. Limoador de vidros
O vinho guardado está a caminho de se tornar um vinagre, por isso funciona bem para limpar janelas sujas. Adicione as sobras em um pulverizador, encha com água e aplique a mistura em vidros e espelhos. Em seguida, esfregue e seque com jornal.

7. Vinho branco para limpar vinho tinto (essa muita gente já sabia...)
Você está numa festa e num gesto de entusiasmo derrubou seu copo de vinho no tapete do anfitrião. O que fazer? Peça um copo de vinho branco, despeje o conteúdo sobre a mancha e esfregue com uma toalha imediatamente. Ninguém vai descobrir o seu pequeno acidente.


8. Cozinhar
Sabe-se que o vinho tinto melhora o sabor dos alimentos. Se você tem uma garrafa aberta que está apenas "passada", não hesite em usá-lo para marinar uma carne no forno, por exemplo. A mistura de vinho com mexilhões, azeite, alho, salsa e pimenta pode se tornar o ingrediente gourmet que estava faltando na sua mesa.


9. Faça gelatina
Vinho, um pouco de açúcar e uma porção de pectina líquida, é tudo que você precisa para preparar uma sobremesa bastante original: uma gelatina de vinho. Se você quiser ousar, acrescente uma lata de frutas em calda para reduzir a acidez e adicionar sabor.


10. Faça vinagre
Se nenhuma das opções acima servir para você, sempre se pode deixar a natureza seguir seu curso e o do vinho, onde o tempo se encarregará de transformá-lo em vinagre. Você só tem que deixar a garrafa aberta em temperatura ambiente por um par de semanas.


Fonte: traduzido e adaptado de Planeta Joy sobre original de The Huffington Post

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

TERROIR

Compartilho com vocês queridos leitores essa matéria muito interessante que achei no site da EMBRAPA*

AFINAL, O QUE É O TERROIR? 
Jorge Tonietto

Se eu não tivesse morado na França, escrever sobre terroir seria certamente mais fácil: eu 
teria menor consciência da complexidade do termo. É que o terroir - o efeito terroir, os produtos 
de terroir e o gosto do terroir fazem parte da cultura daquele país, impregnando naturalmente 
seus habitantes desta noção complexa, o que não acontece com os não nativos. 
A palavra terroir data de 1.229, sendo uma modificação lingüística de formas antigas (tieroir, 
tioroer), com origem no latim popular "territorium". Segundo o dicionário Le Nouveau Petit 
Robert (edição 1994), terroir designa "uma extensão limitada de terra considerada do ponto de 
vista de suas aptidões agrícolas". Referindo-se ao vinho, aparecem exemplos de significados 
como: "solo apto à produção de um vinho", "terroir produzindo um grand cru", "vinho que possui 
um gosto de terroir", "um gosto particular que resulta da natureza do solo onde a videira é 
cultivada". 
Nos dias atuais o termo terroir remete a uma conotação positiva em relação ao vinho. Contudo, 
isto não foi sempre assim. Na França do século XIX, o termo era associado a um vinho que 
não tinha o caráter nobre (cru) para ser consumido pelas pessoas da cidade, mas referia-se ao 
vinho com "gosto de terroir", na época associado a um caráter qualitativo pejorativo - a um 
vinho para ser consumido por gente do interior. 
O termo terroir veio a ganhar conotação positiva nos últimos 60 anos, quando a valorização da 
delimitação dos vinhedos nas denominações de origem de vinhos na França veio a balizar 
critérios associados à qualidade de um vinho, incluindo o solo e a variedade, dentre outros. A 
palavra terroir passa a exprimir a interação entre o meio natural e os fatores humanos. E esse 
é um dos aspectos essenciais do terroir, de não abranger somente aspectos do meio natural 
(clima, solo, relevo), mas também, de forma simultânea, os fatores humanos da produção - 
incluindo a escolha das variedades, aspectos agronômicos e aspectos de elaboração dos 
produtos. Na verdade o terroir é revelado, no vinho, pelo homem, pelo saber-fazer local. O 
terroir através dos vinhos se opõe a tudo o que é uniformização, padronização, 
estandardização e é convergente ao natural, ao que tem origem, ao que é original, ao típico, ao 
que tem caráter distintivo e ao que é característico. 
Se terroir inclui fatores naturais e humanos, ele não pode ser apropriado somente por um clima
particular, ou um solo particular, por exemplo. Terroir é mais que isto. Por outro lado, há que
considerar que um clima particular pode ser um elemento que explique parcialmente o efeito
terroir, sendo portanto um elemento do mesmo. Nos anos 1970, o pesquisador Gérard Seguin
foi pioneiro em pesquisas que passaram a desvendar, no mundo científico, os elementos de
compreensão do efeito dos fatores naturais (físicos) do terroir sobre a tipicidade dos vinhos de
Bordeaux.
Assim, não existe terroir sem o homem. O termo terroir, então, apresenta uma coerência
geográfica, sócio-econômica e jurídica. Na verdade ele está na base do conceito das
denominações de origem.
Mas, nos países do Novo Mundo vitivinícola, o temo terroir têm sido usado muitas vezes de
forma imprópria, freqüentemente sem aderência ou conhecimento em relação ao efetivo
significado do termo. Pela associação positiva entre terroir e vinho, é freqüentemente utilizado
com objetivos puramente comerciais, apropriando o termo no marketing para sensibilizar
consumidores, sem real fundamento.
No meu entender, o uso inadequado do termo terroir pode estar levando à perda de uma
oportunidade. Acontece que nenhuma língua possui um termo equivalente para expressar o
significado da palavra terroir. Mesmo alguns termos que guardam parte do seu significado,
como por exemplo o termo "terruño", da língua espanhola, não possuem o significado
complexo do terroir. Isto tem resultado na aceitação e crescente uso do termo terroir em
diferentes países vitivinícolas do mundo.
Eu acredito que a palavra terroir será, no futuro, adotada e reconhecida internacionalmente no
mundo do vinho. Se assim for, será necessário melhor precisar o conceito do termo.
Vejam que, em 1999, a comissão da ONU sobre desenvolvimento sustentável adotou uma
definição sobre terroir, como elemento importante a ser considerado. A UNESCO aprofundou
esta questão no âmbito da diversidade cultural, elemento chave do desenvolvimento
sustentável.
Vinhos de terroir são vinhos com todos os requisitos para serem reconhecidos como
denominações de origem, pois agregam origem, diferenciação e originalidade dos produtos.
Por isto, o termo terroir poderá vir a estar, no futuro, associado juridicamente àquelas
indicações geográficas de vinhos que expressem efetivamente vinhos de terroir. Se isto vier a
ocorrer, será necessário ter o cuidado - e o Brasil também deve se preocupar com isto, de
consensuar uma definição internacional objetiva para o termo terroir. Tal definição deverá
assegurar que a proteção jurídica venha na medida adequada, mantendo os elementos essenciais do conceito, sem contudo restringir em excesso o enquadramento dos vinhos. Uma
definição muito restritiva poderia via a penalizar a competitividade da vitivinicultura dos países
do Novo Mundo no âmbito da produção e do comércio internacional, incluindo os acordados via
Organização Mundial do Comércio - OMC ou através de outros marcos comerciais regulatórios.
Mas o tema do terroir não se esgota nestes parágrafos, deixando sempre espaço para distintas
abordagens, reflexões e questionamentos como: terroir tem que ser uma área delimitada?
Terroir tem que representar um saber-fazer coletivo? Terroir deve expressar no produto uma
tipicidade? Há necessidade de uma reputação do produto?
A verdade é que terroir é um termo que estará em constante movimento, assim como a
vitivinicultura mundial está.
Mas, falando em terroir, conforme comentei no artigo anterior, entendo que o espumante da
Serra Gaúcha é um produto de terroir. Mas este produto de terroir corre o risco de ter sua
imagem comprometida ao longo do tempo, com perda de identidade, qualidade e originalidade.
Isto porque existe uma competição que está se estabelecendo de diversas formas: através de
produtos de menor qualidade e preço, por uma diversificação de estilos de espumantes na
própria Serra Gaúcha, pela elaboração de espumantes com variedades não tradicionais, pelos
espumantes que passam a ser produzidos em outras regiões do Brasil, bem como pelo
aumento da participação dos espumantes importados no mercado brasileiro.
Mas, é possível proteger o legítimo espumante da Serra Gaúcha? Como se pode preservar
esta instituição - verdadeiro produto de terroir? Este assunto, caro leitor, é o tema do próximo
artigo.

*Artigo de mídia publicado no Jornal Bon Vivant e disponibilizado no site da Embrapa Uva e
Vinho (http://www.cnpuv.embrapa.br/publica/artigos) em 15/05/07.
TONIETTO, J. Afinal, o que é Terroir? Bon Vivant, Flores da Cunha, v. 8, n. 98, p. 08, abr.
2007.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

VILMAR BETTÚ – O magos dos vinhos brasileiros!

A vida nos concede raras oportunidades. Para uma enófila apaixonada como eu a vida me concedeu a oportunidade de conhecer Vilmar Bettú, o mago dos vinhos brasileiros!
Vilmar Bettú sempre foi para mim um dos mestres sagrados do vinho: vinhateiro apaixonado, descendente de italianos , hoje mora e produz seus vinhos nas terras que seu avô comprou na chegada ao Brasil em 1886. Terras sagradas, abençoadas onde mais do que vinhos, Bettú produz verdadeiras obras de arte destinada a poucos sortudos que tem a sorte de poder passar horas agradáveis ao seu lado aprendendo, ouvindo e sorvendo suas palavras e seu conhecimento apaixonado.
O que Vilmar Bettu produz são verdadeiros Vinhos de autor que podem ser definidos com uma filosofia bastante simples: a paixão desmedida de um vinhateiro que produz vinhos em quantidades minúsculas, oriundos somente das melhores uvas que nascem nos melhores terroirs. São vinhos especiais que nascem em poesia, vinhos de meditação que na taça se mostram como verdadeiras obras de arte prontas para encantar o paladar e a alma do enófilo apaixonado que terá o sorte de sorve-lo. Esse conjunto de condições especiais alça os vinhos de Vilmar Bettú acima dos vinhos ícones de grandes vinícolas tanto em preço quanto em qualidade.

A vinícola está localizada no município de Garibaldi e foi mantida no porão da casa do pai de Vilmar com o intuito de preservar as raízes da família. Vilmar nos recebe e nos leva para conhecer o local onde são armazenados os pequenos tanques de aço que armazenam os vinhos durante a fermentação, alguns desses tanques foram desenvolvidos pelo próprio Vilmar que é também engenheiro mecânico e criou um sistema exclusivo de resfriamento para seus tanques de micro vinificação. No mesmo ambiente onde estão os tanques também são recebidas as uvas durante a safra e posteriormente pisadas pela própria família. Logo acima encontra-se a linda e rústica sala de degustações para poucos e raros que podem degustar poesia engarrafada bem próximos as antigas pipas que aliás hoje servem apenas de decoração, e também junto a muitos e muitos garrafões onde Vilmar faz questão de armazenar seus vinhos até chegar a hora de coloca-los devidamente em garrafas bordalesas.
A propriedade tem aproximadamente 1 hectare de videiras com mais de 20 variedades cultivadas. Vilmar também tem parcerias com produtores de uvas de outros locais como Mariana Pimentel, Porto Alegre, Ipê e Encruzilhada do Sul.
Vilmar produz cerca de 5000 garrafas ao ano, mas dependendo das qualidades das uvas no qual ele é realmente muito exigente, a produção fica bem abaixo dessa quantidade.
Na data de nossa visita Bettu tinha para comercializar 88 vinhos diferentes. A grande variedade de vinhos se dá exatamente pela busca incessante e apaixonada desse vinhateiro em desvendar os melhores terroirs para cada cepa. E isso muda a cada ano, a cada região, a cada vinificação e essa diversidade nos propicia sempre ter novas e excitantes experiencias ao provar seus vinhos. Bettú comenta que um de seus clientes fez a seguinte declaração: “Conheço todas as regiões vinícolas importantes do mundo, já tomei muitos bons vinhos, mas nunca tantos no mesmo lugar”
As variedades que segundo Bettú se adapatarem bem em sua propriedades são as cultivares Merlot, Nebbiolo, Tannat, Malbec, Cabernet Franc e Riesling. Ele tambem está com um parreiral experimental de Sangiovese para entender a sua aclimatação na região, que não tem sido devidamente satisfatória por enquanto, mas que com certeza em breve será domada e produzirá excelentes vinhos nas abençoadas mãos desse mago.
Aliás, uma coisa a se afirmar de Bettú é que ele não produz vinhos bons.... Bettú produz vinhos de excelência, perfeitos em cada detalhe, cor, aroma, sabor tudo sempre perfeitamente integrados! A filosofia de Bettú é elaborar somente vinhos em pequenas quantidades oriundos de uvas perfeitas sem nunca apresentar nenhum defeito desde a videira até a taça. 
Os vinhos de Bettú tem como publico alvo os que realmente amam, entendem e respeitam o vinho. São vinhos de alto valor agregado e valem cada centavo. 
O cuidado e a atenção com que Vilmar atende seus visitantes é impressionante, em primeiro lugar o cuidado com as taças, todas elas específicas para cada tipo de vinho, depois vem a grande surpresa, Bettú  recepciona seus visitantes com um espumante que ele produz somente para  degustação na vinícola. Tira o espumante do cavalete e o abre assim, de uma forma toda especial fazendo o degorgement na hora a vista dos boquiabertos e encantados enófilos que de tão embevecidos não conseguiram sequer fotografar o ato! O espumante é um capítulo a parte e posso dizer de cadeirinha que nunca tomei nada tão fantástico!
As degustações  tem um custo de R$ 100,00 por pessoa, duram aproximadamente 3 horas e são acompanhadas pelo próprio Bettú . Obrigatoriamente devem ser previamente agendadas por telefone ou e-mail. Vilmar Bettú não atende sem prévio agendamento! Então você querido leitor do meu blog não me decepcione e seja educado agendando a sua visita antecipadamente:

vilmarbettu@gmail.com
Fone: (54)3462.6807

Parabéns Vilmar Bettú! Obrigada por compartilhar conosco suas poesias engarrafadas! Voltaremos sempre se assim você nos permitir!












quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

VINÍCOLA DAL PIZZOL

Retornar a um lugar que nos encantou é sempre muito recompensador, e foi com esse pensamento que assim que vim de vez morar aqui no Sul eu logo quis marcar uma visita a Dal Pizzol.
Escrevi sobre eles nesse mesmo ano, fruto de uma visita feita em 2011, para ler a matéria CLIQUE AQUI.
Essa nova visita teve um sabor especial, ir lá por conta de mim mesma, sem intermediários, ser recebida pessoalmente pelo Sr. Antonio Dal Pizzol e ouvir da boca dele toda a história e paixão de sua vinícola foram momentos que eu me sinto na obrigação de compartilhar com vocês.
chegamos lá no meio de uma tarde azul e ensolarada e fomos recebidos pela figura sorridente e simpática do Sr. Antonio Dal Pizzol que logo nos levou a conhecer o seu novo projeto, o  Eco Museu da Cultura do Vinho, instalado ao lado do espaço de varejo/degustação da vinícola o ambiente comporta 235 exemplares de vinhos, garrafas exclusivas e outros objetos históricos da vitivinicultura. O projeto do museu conta com recursos da Lei de Incentivo à Cultura Rouanet.
O Eco Museu é um espaço aconchegante capaz de transportar o visitante para as décadas onde a bebida foi recém descoberta em solo brasileiro, produzida de forma manual e bastante artesanal. Os exemplares de vinhos disponíveis para visitação são preciosos e frutos de uma coleção histórica, adquiridas em viagens internacionais feitas pelo presidente do Instituto, Rinaldo Dal Pizzol. É possível, por exemplo, ter acesso ao Cabernet da Granja União, fabricado em 1937. São peças únicas e que carregam valor histórico inegável. 
Visitando o museu é possível conhecer, por exemplo, vinhos produzidos na África do Sul, Argélia, Armênia, Bolívia, Canadá, China, Japão e Coréia. Mas não só os vinhos, mas como também as garrafas que armazenam a bebida elaboradas em diferentes países com designes que incluem porcelana, madeira e até couro. 
Passear pelo Eco Museu é uma verdadeira volta o passado que aflora memórias no enófilo apaixonado nos fazendo lembrar de vinhos que hoje nem mais são comercializados e que em algum momento fizeram parte de nossa história. Eu mesma tive a oportunidade de divagar me lembrando de vinhos que um dia tomei, rótulos pelos quais me apaixonei, momentos que já vivi, enfim, é um verdeiro flash back enológico!
O Eco Museu da Cultura do Vinho Dal Pizzol está aberto diariamente para visitação. Grupos devem pré-agendar pelo telefone (54) 3449.2255.

Vejam algumas fotos abaixo:

Depois disso fomos caminhar pelo Parque temático onde o Sr. Antonio me explicou que o motivo da criação desse espaço foi o de resgatar as raízes da epoca  da colonização italiana. lá podemos nos entreter vendo como era vida dos primeiro imigrantes, como eles viviam. Podemos ver como eles protegiam os animais do frio, a preocupação em colher o pasto no final do verão e armazena-lo no estábulo para que os animais tivessem o que comer no rigoroso inverno, o espaço onde confinavam as aves para engorda e posterior abate e onde hoje o Sr. Dal Pizzol com todo carinho mantém as aves com cria a salvo de predadores.
Na linha de resgates da época da imigração italiana podemos ver o maquinário que se usavam na época, uma replica dos primeiros vinhedos do imigrante, onde as sustentações do vinhedo eram todas feitas em madeira e a grande preocupação da Dal Pizzol em sinalizar cada pedacinho da historia com placas explicativas de forma que o turista possa sozinho explorar esse tesouro a céu aberto em forma de museu.

O ambiente criado é de contemplação, reflexão, meditação. Tudo no espaço na Dal Pizzol te convida a abrir um vinho, sentar na grama e simplesmente entrar em contato com a história e a alma desse lugar. 
Visitamos o Vinhedo do Mundo novamente, agora são 6000 metros quadrados, mais variedades já ultrapassando a meta inicial de 400 variedades, muitas bem novas que começarão a produzir em alguns anos. 
O vinhedo do mundo é como um jardim muito bem cuidado. Os olhos atentos do sr. Antonio diariamente passam pelo vinhedo a fim de perceber qualquer mudança, quaisquer alteração. Hoje muitas das videiras estão produzindo e a parceria com a  Embrapa permite que se façam micro-vinificações e fim de entender a aclimatação das vides, segundo o Sr. Antonio ocorrem anualmente cerca de 20 a 25 micro-vinificações. 
Nessa visita ao vinhedo do mundo tivemos a rara oportunidade de ver videiras com frutos em várias fases de maturação, é uma aula pratica sobre maturação precoce, mediana e tardia, e com certeza estaremos acompanhando de perto esse bailar dos frutos até a colheita!
 É surpreendente ver um projeto desses tão importante e tão pouco conhecido dos enófilos em geral. estar no Vinhedo do Mundo é ter a rara oportunidade de entrar em contato com a mais ancestral historia da vinicultura mundial, aliás, visitar o Parque temático da Dal Pizzol e como abrir um livro vivo da historia da viti-vinicultura.



Os vinhos da Vinicola são um caso  parte, excelentes e merecedores de um post só para eles! Mas basta dizer que a Dal Pizzol encerra 2013 com mais dois bons motivos para brindar:   a vinicola foi destaque na premiação Melhores do Ano 2013, organizada pelas equipes que trabalham nos projetos de promoção do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin). Além de ter sido a mais votada entre as vinícolas de médio porte, a Dal Pizzol também foi eleita pelo terceiro ano consecutivo como a empresa destaque do Projeto Imagem.

domingo, 8 de dezembro de 2013

LEVEDURAS ENCAPSULADAS

Na visita que fiz a Vinícola Valmarino algo me surpreendeu e chamou muito a minha atenção: a produção do espumante rosê, pelo método champenoise com o uso de leveduras encapsuladas. Nunca tinha visto tal artíficio e adorei a novidade. Segundo a explicação do Enólogo Marco Salton o método aporta mais cremosidade ao espumante e elimina a necessidade de remuage, pois em cerca de 15 segundos com a garrafa de ponta cabeça tem-se o líquido totalmente transparente a as leveduras todas acumulada no gargalo da garrafa, bastando então somente congela-lo, retirar as leveduras, adicionar licor de expedição, arrolha-lha definitivamente e voilá, tens pronto um espumante pelo método champenoise!
Um desvantagem segundo ele é o método é mais lento e perde-se o aporte de estrutura oriundo da autólise efetuada com leveduras livres, mas por outro lado as leveduras encapsuladas dão origem a espumantes mais frescos, sem o perigo de oxidação da cor e com maior estrutura aromática.
O resultado eu aprovei totalmente, é o delicioso e fresco espumante Valmarino Brut Rosê, elaborado com Pinot Noir e Sangiovese, um dos meus rosê preferidos!






Como sou curiosa e detalhista fui a caça de mais informações na internet e veja o que achei:

A tecnologia é portuguesa, foi a empresa PROENOL quem desenvolveu esse tipo de levedura.

INOVAÇÃO PROENOL
Fruto de duas década de investigação, a Proenol desenvolveu uma nova tecnologia para a utilização de microrganismos encapsulados em enologia - A Imobilização, tendo industrializado um processo, até então único no mundo. Atualmente, quatro produtos inovadores estão ao dispor do enólogo para diferentes aplicações.

ProElif®  PRODUÇÃO DE VINHOS ESPUMANTES
É uma levedura encapsulada com dupla camada, especialmente desenvolvida para a realização da segunda fermentação na produção de vinho efervescente através do método clássico, eliminando a etapa de removimento. A introdução de uma determinada quantidade de leveduras encapsuladas Saccharomyces cerevisiae, variedade bayanus diretamente na garrafa, substitui a adição tradicional de leveduras livres, com enormes vantagens como a redução da mão-de-obra e do tempo de produção, eliminação da etapa de preparação do inoculo, a inoculação direta da levedura, bem como a remoção das leveduras poderá ser realizada rapidamente.

ProDessert®  PRODUÇÃO DE VINHOS DE COLHEITA TARDIA OU QUE SE PRETENDAM COM AÇÚCARES RESIDUAIS NATURAIS
Na vinificação de vinhos de colheita tardia, nem sempre é simples parar a fermentação quando se atinge o teor de açúcar pretendido. Na generalidade este bloqueio é obtido através do arrefecimento e/ou trasfega ao abrigo do ar, filtração e posterior adição de dióxido de enxofre (SO2 livre=50-60mg/L). A utilização de leveduras Saccharomyces cerevisiae encapsuladas facilita a remoção da levedura do vinho e consequente bloqueio da fermentação, sendo deste modo uma alternativa simples e eficaz para a produção deste tipo de vinhos.

ProMalic®  DESACIDIFICAÇÃO BIOLÓGICA
A Schizosaccharomyces pombe é uma levedura que transforma o ácido málico em álcool. Esta levedura é uma boa alternativa à fermentação maloláctica e/ou à desacidificação química. Normalmente considerada levedura de contaminação, capaz de produzir aromas indesejáveis se permanecer demasiado tempo no vinho, depois de realizar a fermentação malo-alcoólica. A nova tecnologia de imobilização de microrganismos torna possível utilizar e controlar esta levedura, eliminando o problema do desenvolvimento de aromas secundários, tirando assim partido das suas qualidades.

ProRestart®  RESOLVER PARAGENS DE FERMENTAÇÃO
É uma levedura encapsulada em alginato (polissacarídeo natural extraído de algas) aclimatizada ao álcool e a outras condições difíceis. Estudos efetuados comprovam que as leveduras encapsuladas têm maior capacidade de adaptação ao álcool depois da secagem, do que as leveduras secas ativas livres. Reativar uma fermentação lenta ou parada com leveduras secas ativas requer a preparação do pé-de-cuba. A utilização de ProRestart® permite eliminar esta etapa por se tratar de um produto de inoculação direta.

Estes produtos estão validados no mercado e  atualmente são aplicados em países com forte tradição vitivinícola: Portugal, Espanha, Itália, Áustria e França. E outros como os Estados-Unidos, Canadá, Moldávia, Brasil, Uruguai e Argentina.