Aqui você já entra aprendendo, o feminino de sommelier é sommelière, então não estranhe o nome do blog e nem pense que está errado!
Resolvi criar esse blog como uma maneira de dividir informações preciosas com apaixonados pela arte de Bacco. Aqui vocês encontraram alguns textos meus e outros que eu garimpo por ai e julgo itneressantes para dividir com vocês!
Entre. leia, se apaixone e fique a vontade, a casa é sua!

domingo, 9 de abril de 2017

VINHOS GREGOS

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A história do vinho na Grécia praticamente começa com a "escapada" do Deus Zeus com a linda mortal Seméle, da qual resultou o nascimento de Dionísio, o Deus do vinho. Mesmo que inaceita esta teoria, a Grécia é o berço da cultura européia do vinho. Já o poeta Homero (século VIII a.C) relata, na Ilíada, o vinho como sendo a bebida dos heróis. A cultura micênica, no século XVI a.C., no norte do Peloponeso, produzia vinho profissionalmente. O vinho produzido era exportado para a Itália, França e Espanha e dava origem às novas culturas do vinho nesses países. Muitos dos métodos de produção de vinho dos gregos passaram a ser utilizados pelos celtas e romanos. O vinho  fazia parte da vida cotidiana das pessoas, da cultura e da religião. Já havia desde cedo, diferentes tipos de uva, visto que o poeta Virgílio (70-17 a.C.) disse: "É mais fácil contar os grãos de areia do que os tipos de uva existentes na Grécia."
Na Grécia Antiga, o vinho era utilizado não só como bebida, mas também como medicamento. Era servido em copos de várias formas e tamanhos, cada um com um nome diferente. Ânforas eram utilizados para servir o vinho no Symposium. As Kratiras (krater) eram vasos largos, de excelente qualidade, usados para armazenar o vinho. Um dos mais magnificentes kraters e também um dos mais bem conservados, está exposto no Museu Arqueológico de Salonica, uma peça da Escola de Praxíteles.  
Mas, como se sabe, ao longo de sua rica história, a Grécia foi perdendo importância. Acabou subjugada pelos romanos e, mais tarde, acomodada dentro do Império Bizantino. Para o vinho local, as trevas vieram no fim do século XV, quando Atenas caiu sob o jugo do Império Turco Otomano, que desestimulava a produção e o consumo de bebidas alcoólicas. O período negro se estendeu por cerca de quatrocentos anos, até o fim da dominação turca, no início do século 19. Mas ainda demoraria algum tempo para o cultivo da vinha voltar a florescer. Somente no século XX, sobretudo após a Segunda Guerra Mundial, quando os conflitos naquela explosiva região realmente cessaram, os gregos puderam se dedicar a reinventar seus tintos e brancos. A produção profissional de vinhos teve impulso com a independência em 1830. Em 1971, foi introduzida a certificação com base no sistema francês. Desde a participação da Grécia como membro da União Européia em 1981, houve uma grande mudança na produção de vinho. No ano de 2003, havia 130.000 hectares de vinhedos e foram produzidos 3,8 milhões de hectolitros de vinho. O solo rico em cal, granito e pedras vulcânicas e a temperatura predominantemente agradável fazem das condições naturais ideais para a vinicultura. Os outonos secos são ótimos para o amadurecimento da uva. Vinho típico da Grécia é a Retsina.
De Norte a Sul, o país é rico em bom vinho. As vinhas são cultivadas em quase todo o continente e em todas as ilhas. No norte da Grécia, as áreas de produção de vinho mais importantes são Naousa, Goumenisa, Amynteo, Siatista e Halkidiki.
Os críticos internacionais garantem que os principais produtores gregos são capazes de fazer vinhos de alta classe com cepas de origem francesa, sejam elas tintas (Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah) ou brancas (Chardonnay, Viognier, Sauvignon Blanc). Mas o grande diferencial da vitivinicultura na Grécia são suas uvas autóctones, algumas cultivadas desde a Antiguidade. Estima-se que o número de variedades locais chegue a 300, talvez até 500. São nomes pouco conhecidos fora da Grécia, como as brancas Asyrtiko, Moschofilero, Roditis e Malagousia, e as tintas Agiorghitiko, Xinomavro, Mandelaria e Mavrodaphne.
Abaixo um breve perfil das principais uvas gregas:
Asyrtiko - Apontada como a grande uva branca grega, talvez a melhor de todas as cepas autóctones, alguns especialistas costumam compará-la à francesa Chenin Blanc, do Vale do Loire. As melhores versões dos vinhos secos feitos com essa variedade, bastante resistente a doenças e de boa adaptação a diversos climas, podem lembrar os longevos vinhos da denominação francesa de Savennières, no Vale do Loire. Originária ou introduzida há cerca de 400 anos na vulcânica ilha de Santorini, no mar Egeu, sul da Grécia, a Asyrtiko espalhou-se por outras partes do país, sobretudo o norte. Uma de suas principais características é ser capaz de amadurecer mesmo em climas quentes sem perder a acidez. Dá vinhos perfumados, austeros, com toques cítricos, minerais e defumados. Pode passar ou não pelo carvalho durante seu processo de elaboração. No entanto, não é fácil de ser vinificada e, nas mãos de um produtor pouco habilidoso, pode oxidar. Alguns produtores misturam-na com outra cepa grega branca, a Malagousia, que foi salva da extinção graças ao trabalho de resgate feito por Evanghelos Gerovassiliou, da vinícola Gerovassiliou. A Asyrtiko pode ser usada também para fazer um vinho doce, um “Vin Santo” grego, no qual as uvas são desidratadas ao Sol e geralmente misturadas com um pouco das brancas Aidani e Athiri.
Moschofilero - Originária da parte central do Peloponneso, sul da Grécia, uma zona fresca situada à cerca de 650 metros acima do nível do mar, é uma cepa branca aromática de boa acidez que pode produzir vinhos dos mais diversos estilos: leves, secos e frutados; rosés secos ou meio-secos com perfume de rosas; ou até espumantes. Na verdade, não se trata realmente de uma uva branca, mas sim de uma blanc de gris, ou seja, uma variedade que tem a casca entre o rosa e o cinza. A denominação de origem Mantinia, no Peloponneso, é tida como uma das principais fontes de bons rótulos dessa uva. Seus vinhos não costumam ter teor alcoólico dos mais altos, raramente chegam a 12°GL. Como a italiana Vespaiolo, o nome Moschofilero deriva da presença de muitos insetos em torno da uva quando esta se encontra madura.
Agiorghitiko - Disputa com a Xinomavro o título de melhor tinta local. Os enófilos da região também a chamam de St George. Tem taninos macios, boa fruta e dá vinhos de cor escura dos mais variados estilos: desde os leves e descompromissados (inclusive rosés) até os mais estruturados e capazes de encarar um carvalho e envelhecer por anos. Por suas características, sobretudo a elegância, costuma ser comparada a Merlot. Os tintos da região de Neméia, no Peloponneso, uma das maiores denominações gregas, são feitos com a Agiorghitiko.

Xinomavro - Encontrada na parte central da Macedônia, norte da Grécia, sobretudo nas localidades de Naoussa, Goumenissa e Amyndeo, é uma cepa de difícil cultivo, caprichosa, que dá bons vinhos apenas em certas regiões e em anos quando seu amadurecimento se dá por completo na videira. Seu nome quer dizer “preto ácido”, uma referência à bebida austera de cor escura, grande acidez e taninos por vezes adstringentes que a variedade produz. Segundo os especialistas, os melhores vinhos dessa uva podem envelhecer por anos. Há quem compare a Xinomavro à italiana Nebbiolo, a uva da qual se elabora o famoso Barolo, ou à portuguesa Baga, da região da Bairrada, também responsável por grandes e belos vinhos. A cepa é usada mais para a produção de ‘varietais’, embora às vezes surja também em ‘blends’ com outras uvas.

Depois dessas informações a dica é degustar!
Excelentes vinhos gregos podem ser encontrados na Importadora Mistral:
 https://www.mistral.com.br/pais/grecia

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

COMEÇOU A COLHEITA DE UVA - SAFRA 2017

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Os primeiros caminhões de uva começam a descarregar na Cooperativa Vinícola Aurora. As castas mais precoces estão chegando com excelente grau de maturação. O destino das primeiras uvas serão em sua maioria para produção de sucos, mas também estão começando a chegar excelentes Pinot Noirs que serão destinadas a elaboração de vinhos e espumantes.
Depois de perdas que na última safra chegaram a quase 50%, a expectativa da Aurora neste ano é retomar a produção com 60 milhões de quilos de uva.As unidades localizadas no Borgo e no Vale dos Vinhedos a partir da próxima semana deverão iniciar a operação de recebimento das uvas finas.

A safra 2017 promete ser excelente, um presente merecido considerando a péssima e historicamente trágica safra anterior, segundo o enólogo Ricardo Morari, da Vinícola Zanlorenzi, localizada na cidade de São Marcos, o inverno rigoroso com alto número de horas de frio fez com que as plantas acumulassem uma boa reserva de nutrientes. “Na brotação e floração houve pouca incidência de chuvas, o que também favoreceu a produção. Estimamos que não ocorra antecipação da maturação das uvas, já que as noites estão com temperatura amena e os dias secos, o que faz com que o metabolismo da videira aconteça de forma mais lenta e uniforme”, diz.
Morari lembra que na safra passada o ciclo vegetativo das videiras na Serra Gaúcha – onde a Famiglia Zanlorenzi possui seu pólo produtivo – foi muito atípico. “Tivemos um inverno de pouco frio, que causou a antecipação da brotação. Quando brotaram, o frio voltou de forma intensa e as geadas afetaram a produção em praticamente todas as regiões produtoras de uva do Rio Grande do Sul, o que gerou uma das maiores quebras de produção da história”, fala. Para 2017, os vinhedos do grupo demonstram que a safra será excelente e alcançaremos um nível de qualidade acima da média”, acentua. (trecho retirado do site newtrade.com.br)

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

TEOREMA 2012


Um delicioso Garnacha de Vinhas Velhas (mais de 50 anos). Esse vinho mostra complexidade, vigor e elegância.
Apresenta intensa coloração e lágrimas lentas e grossas.
Aromas de frutas vermelhas em geléia mescladas a leve toque de chocolate e couro.
Na boca é untuoso, intenso, com taninos aveludados e longa persistência.
Foi compatibilizado com a super lua de novembro!

FICHA TÉCNICA DO PRODUTOR

  • Safra
    2012
  • Conteúdo
    750 ml
  • Tipo
    Tinto
  • Classificação
    Seco
Composição
  • Uva
    Garnacha (100%)
  • Teor Alcoólico
    14%
  • Estimativa de Guarda
    5 anos
  • Amadurecimento
    4 meses em carvalho francês
Terroir
  • País
    Espanha
  • Região
    Calatayud
  • Vinícola
    Bodegas y Viñedos Del Jalón
  • Visual
    Rubi.
  • Olfativo
    Fruta vermelha madura, notas de cacau, balsâmico e nuance mineral.
  • Gustativo
    Frutado com um final longo e notas de alcaçuz e cravo. Bem equilibrado e saboroso.



sexta-feira, 18 de novembro de 2016

CAVE DARCI LOCATELLI


Há alguns dias fomos visitar um produtor que despertou nossa curiosidade por conta de um espumante que compramos no supermercado da cidade, seu nome: Darci Locatelli! A história de como o conhecemos foi nossa sede pelos borbulhantes e por pura curiosidade compramos uma garrafa de um espumante brut, elaborado pelo método champenoisse que estava meio esquecido e empoeirado em uma prateleira de um pequeno supermercado de nossa cidade. Ao abrir o espumante nos surpreendemos, e acabamos com todo o estoque que o mercado tinha desse produto (08 garrafas)
Depois disso ficou conosco a curiosidade de ir visitar esse excelente produtor e assim marcamos uma visita a vinícola.



Locatelli é um apaixonado por vinhos! Uma pessoa simples, extremamente simpático e cujo os olhos brilham ao falar da elaboração de seus vinhos!

A vinícola é composta de 14 hectares de parreirais, sendo que são cultivados diretamente por Locatelli 7,1 ha, o restante é terceirizado aos seus vizinhos.
 As parreiras foram plantadas entre 2002 e 2005 e em 2006 foi construída a vinícola.
Toda a produção de seus vinhedos é destinada a produção de vinhos próprios, ele não vende nada para terceiros.
Cerca de 14 variedades de uvas entre elas: Touriga Nacional, Ancellota, Rebbo, Alicante Bouchet, Lorenna, Malvasia de Candia. Moscato Italiano, Chardonnay, Prosecco, Moscato Embrapa, Merlot, Cabernet Sauvignon e Moscato Giallo
Um dos vinhos mais interessantes que é o Ancelotta vai ter a produção descontinuada, pois segundo Locatelli a produção é muito baixa e acaba não gerando lucro. A casta também produz melhor em anos que o frio é intenso.  Uma pena, pois é um vinho maravilhoso!
Foi uma visita excelente e de lá saímos com nosso estoque renovado com excelentes vinhos!




quinta-feira, 17 de novembro de 2016

REFRESCANTES DRINKS COM VINHO

O calor finalmente chegou e segundo as previsões esse ano vai ser o mais quente da história, então nada como refrescar esses dias com a bebida mais maravilhosa do mundo!

Vinho já é excelente sozinho, mas as vezes pinta uma garrafa de um vinho mais simples que convida a criatividade e é ai que entram os refrescantes dirnks que passo a receita a seguir:


KIR ROYALE

Um dos meus preferidos para horas descontraidas. Aprendi com meu padrasto que era francês e fazia esse coquetel com champagne e licor de dijon como é elaborado tradicionalmente na França. Aqui em terras brasileiras podemos inovar sem perder a classe.

  • 100 ml de espumante brut gelado
  • 25 ml de licor de cassis

Coloque o licor de cassis no fundo da taça e complete cuidadosamente com o espumante gelado.



MIMOSA

Um delicioso e refrescante coquetel apra aqulees dias quentes a beira da piscina. Deliciosos acompanhado de pasteism quibe e toda sorte de salgadinhos fritos.

  • 100 ml de prosecco gelado
  • 50 ml de suco de laranja (espremido na hora)

Na taça flute coloque o suco de laranja e complete com o espumante




ROSSINI

Fácil de fazer, refrescante e delicioso, o Rossini é ótimo para qualquer ocasião. Tem origem na Veneza e leva o nome do compositor Gioacchinno Rossini, conhecido principalmente pela ópera “O Barbeiro de Seville”.
  • 1 morango médio
  • Açúcar (opcional)
  • 100ml de espumante brut ou prosecco gelado.
Triture ou amasse bem o morango num recipiente separado. Uma pitada de açúcar é opcional. Misture gentilmente com o espumante. Mergulhe um morango se quiser enfeitar e aproveite.



ARISE MY LOVE

Também conhecido como Champagne Irlandês por causa da cor verde do drink, é uma excelente opção para quem quer dar um toque diferente ao espumante com máxima refrescância.
  • 25ml de licor de menta
  • 125ml de espumante brut
Adicione os ingredientes na taça. Misture gentilmente e saboreie!




HOLY BUCKET
    Perfeito para festas, a mistura de vodka com energético já é bastante popular na vida noturna. O espumante/champagne adiciona mais um toque de elegância e suaviza o sabor do energético, além de dar mais classe ao drink.
  • 100ml de vodka
  • ½ garrafa de espumante/prosecco
  • ½ litro de energético
  • 1 laranja
  • Cubos de gelo
Coloque o gelo num balde ou outro recipiente de médio porte. Adicione o espumante, o energético e a vodka. Corte a laranja e adicione. Misture delicadamente e sirva.



CLERICOT

Essa versão da famosa Sangria é ótima para tomar os vinhos mais baratos que você tem na sua adega de um jeito diferente. Aliás, a parte mais divertida da bebida é misturar, experimentar e criar novas combinações saborosas, e com o vinho não é diferente. É uma ótima maneira de degustar o vinho do dia-a-dia de uma nova forma.
  • 200 ml de vinho tinto
  • 15 ml de licor de frutas vermelhas
  • Amoras e framboesas congeladas (utilizar 4 frutinhas de cada)
  • 1 dose de Poire (destilado de pêra)
Misture o vinho, o licor e as frutas congeladas. Não há necessidade de acrescentar gelo, pois as frutas já fazem essa tarefa. Para finalizar, adicione o destilado. Depois é só servir.



BLACK VELVET


Diz a lenda que esse drink tem uma origem um tanto quanto mórbida. Foi criado por um bartender do Brook’s Club, em Londres, em 1861, como um símbolo de luto pela morte do Príncipe Alberto; por isso a cor preta. A Guinness geralmente é a opção mais popular para o drink.
  • 25ml de cerveja Stout (Guinness)
  • 75ml de espumante/prosecco resfriado

Em uma taça de champanhe do tipo flute, coloque a Guinness e adicione o espumante. Decore com uma casca de limão.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

RESULTADOS DA DECANTER WORD WINE AWARDS 2016

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Saiu o resultado de um dos mais importantes concursos de vinhos, o Decanter Awards!  Grande destaque para nossos espumantes, mostrando que temos que  acreditar cada vez mais em nossa verdadeira vocação!

CURIOSIDADES: 


  • 14 de nossos espumantes foram premiados
  • 01 branco maduro, safra 2013, recebeu uma menção honrosa.
  • 01 vinícola paulista teve 03 vinhos medalhados, a Vinícola Guaspari



 E com multo orgulho nada menos que vinhos  25 vinhos brasileiros foram medalhados, seguem:


PLATINUM - BEST IN SHOW



  • CASA VALDUGA -  Leopoldina Chardonnay 2015 - 95 pontos
  • CASA VALDUGA -  Terroir Leopoldina Merlot 2012 - 95 pontos



    OURO


  • VINÍCOLA GUASPARI - Vista do Chá Syrah 2012 - 95 pontos



 PRATA




  • CASA PERINI - Moscatel - NV - 93 pontos
  • VINÍCOLA SALTON - Brasil Intenso Brut - NV - 90 pontos
  • AURORA -  Brut - NV - 90 pontos
  • CASA VALDUGA - 130 Brut - NV - 90 pontos
  • VINICOLA SALTON - Series Brut Rosê - NV - 90 pontos



  BRONZE



  • CASA VALDUGA - Raízes Gran Corte - 2012 - 89 pontos
  • PONTO NERO - Conceptual Edition Brut Rosê de Noir - NV - 89 pontos
  • CASA VALDUGA - Raízes Terroir Cabernet Franc - 2012 - 88 pontos
  • AURORA - Procedências Chardonnay Brut - NV - 87 pontos
  • PONTO NERO - Brut Rosê - NV - 87 pontos
  • VINÍCOLA GUASPARI - Vista da Serra Syrah - 2012 - 87 pontos
  • AURORA - Brasilian Soul Moscato - NV - 86 pontos
  • AURORA - Brasilian Soul Premium Selection Cabernet Sauvignon - 2013 - 96 pontos
  • AURORA - Reserva Merlot - 2014 - 86 pontos




MENÇÃO HONROSA




  • CASA VALDUGA - Brut Rosê - NV - 85 pontos
  • ZANOTTO - Brut - NV - 85 pontos
  • AURORA - Premium Selection Tannat - 2013 - 84 pontos
  • SALTON - Paradoxo Pinot Noir - 2014 - 84 pontos
  • SALTON - Poética Brut Rosê - NV - 84 pontos
  • SALTON - Reserva Ouro - NV - 84 pontos
  • VINÍCOLA GUASPARI - Sauvignon Blanc - 2013 - 83 pontos
  • PONTO NERO -Moscatel - NV - 83 pontos

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

CRESCE A VENDA DE VINHO FINO BRASILEIRO


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Segundo dados divulgados recentemente pelo Ibravin, houve uma queda de 4,35% nas vendas do setor vitivinícola brasileiro (incluindo vinhos finos e de mesa, espumantes e sucos) no primeiro semestre de 2016, quando comparado ao mesmo período do ano passado. No entanto, os vinhos finos, quando computados separadamente, apresentaram um crescimento de 9,33%.
Único dos itens a registrar alta, os vinhos finos contrastaram com os de mesa, que caíram 5,73%; com os sucos de uva (5.85%); e principalmente com os espumantes (9,65%). Na análise do instituto acerca dos números totais de importação, eles também cresceram, em um total de 5,09%. Apesar do resultado geral não ser o ideal, há uma perspectiva de melhora no cenário para este segundo semestre de 2016.
“O setor vitivinícola não está desconectado da situação econômica nacional. Mas, comparando com outros segmentos, o recuo não foi tão drástico. Talvez, se tivéssemos conseguido reverter a elevação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), poderíamos alcançar o mesmo resultado do ano passado. Ainda assim, acredito que reverteremos este cenário de baixa”, analisou o presidente do Ibravin, Dirceu Scottá.


Original: http://revistaadega.uol.com.br/artigo/vinhos-finos-registram-unica-alta-setor-vitivinicola-brasileiro_10779.html#ixzz4NeNGkIqR

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

JIMENIZ LANDI - MENTRIDA - BAJONDILLO


Um excelente vinho com aromas de frutas vermelhas, alcaçuz, violetas e torques terrosos. Na boca apresenta boa acidez, toque mineral, taninos macios, longa permanecia em boca com excelente retrogosto confirmando a impressão olfativa.

FICHA TÉCNICA DO PRODUTOR

Méntrida Bajondillo D.O. 2014
  • Safra
    2014
  • Conteúdo
    750 ml
  • Tipo
    Tinto
Composição
  • Uva
    Garnacha (75%) e Syrah (25%)
  • Teor Alcoólico
    14.5%
  • Estimativa de Guarda
    7 anos
  • Amadurecimento
    6 meses em barricas de carvalho francês
Terroir
  • País
    Espanha
  • Região
    Méntrida
  • Vinícola
    Bodegas Jiménez Landi
Sommelier Wine
  • Visual
    Rubi claro.
  • Olfativo
    Framboesa, cereja e amoras frescas, com toque terroso, notas herbáceas, de especiarias e mentol.
  • Gustativo
    Leve, com acidez viva, notas de frutas vermelhas frescas e delicado tostado.
  • Harmonização
    Massa com ragu de carne, escondidinho de queijo com mandioca, bisteca bovina com batatas, pizzas variadas, mix de embutidos, filé de alcatra grelhado.
Serviço
  • Decantação
    30 minutos
  • Temperatura de Serviço
    15 °C
  • Estimativa de Guarda
    7 anos

domingo, 2 de outubro de 2016

PARA QUE SIMPLIFICAR SE PODEMOS COMPLICAR.....

Surpreendida com a notícia que uma vinícola centenária, tradicional produtora de espumantes contratou um enólogo francês para efetivamente cuidar da produção de vinhos tintos.... sim você leu certo querido leitor...... o novo enólogo consultor veio para nos ensinar a fazer vinhos tintos! E eu que sou  a mais enxerida e palpiteira sommelière desta gauderia terra, não podia ficar calada e pergunto; POR QUE?

O Brasil é hoje reconhecido mundialmente pela imensa qualidade dos espumantes que produz, até mesmo o grande critico de vinhos  Steven Spurrier, ficou impressionado com a qualidade de nossos espumantes e teceu vários comentários elogiosos, a seguir alguns deles:

“O céu é o limite para os espumantes brasileiros. O espumante é o canto da sereia para o setor vinícola brasileiro.”

“O consumo de espumantes cresceu 25% no Reino Unido nos últimos cinco anos, o que é uma oportunidade para os produtores brasileiros. Para preencher a lacuna que existem no mercado, principalmente de espumantes Premium”.

“O Brasil produz os melhores espumantes do Hemisfério Sul. Mesmo com poucas amostras, esse painel provou que os espumantes brasileiros têm qualidade, são competitivos em preço e tem potencial de conquistar novos consumidores tanto no país como no exterior”.

O nosso clima é infinitamente propicio a elaboração de espumantes, pura e simplesmente porque chove na época da colheita e  as uvas bases para o espumante são colhidas precocemente, escapando portanto do aguaceiro que sempre durante o verão, tornando o amadurecimento das outras castas uma questão de muita sorte e reza brava.... 
No Brasil a maior aventura é produzir um tinto razoável! Pergunte a qualquer enólogo a tensão que é manter a sanidade das uvas que tem maturação tardia?
Já produzir um bom espumante no Brasil chega a ser fácil, e nas palavras de um grande mestre da arte das borbulhas, para se fazer um espumante ruim no Brasil o enólogo tem que ser péssimo!

Nas palavras desse mesmo enólogo consultor contratado pela centenária vinícola:

"É preciso ter humildade. Somos parte de uma vitivinicultura em crescimento no Brasil. O mais importante é partir da base, que é o vinhedo. Sem boas uvas nem mesmo o melhor enólogo do mundo vai fazer bons 
vinhos."

 E especificamente essa frase que posto a seguir foi a que me motivou escrever sobre isso:

"O que me atrai no Brasil e especificamente nesta zona é a dificuldade que o clima representa. Para fazer grandes vinhos, sempre é preciso estar em condições difíceis. A natureza ajuda, mas também é preciso lutar contra ela."

Ao que me consta ela é puramente verdadeira, um exemplo é Mendoza com suas parreiras irrigadas em meio ao deserto.... mas irrigar é uma coisa, mas como proteger uma zona vinícola inteira das chuvas torrenciais que nos assolam na época da maturação?

Outra coisa que me incomodou é buscar um enólogo de fora, como se o problema de nossos vinhos tranquilos  fosse a ineficiência dos enólogos brasileiros e não o nosso clima!


É certo que fazemos bons vinho tintos, a se julgar pelas heroicas vinícolas boutiques que o tem como foco, como Valmarino, Lidio Carraro, Casa Angelo Fantin, Don Laurindo, Milantino, Don Candido, Pizzato, Dal Pizzol.... a diferença se dá na escolha de cada vinícola. 
E o meu questionamento é porque alguém que produz espumantes a mais de 100 anos, não pode simplesmente ampliar e melhorar a sua gama de produtos borbulhantes, ao invés de se aventurar em algo que nunca teve tradição... e a pergunta persiste POR QUE?