Aqui você já entra aprendendo, o feminino de sommelier é sommelière, então não estranhe o nome do blog e nem pense que está errado!
Resolvi criar esse blog como uma maneira de dividir informações preciosas com apaixonados pela arte de Bacco. Aqui vocês encontraram alguns textos meus e outros que eu garimpo por ai e julgo itneressantes para dividir com vocês!
Entre. leia, se apaixone e fique a vontade, a casa é sua!

domingo, 10 de julho de 2016

Goulart M The Marshall Barrancas 2013



Este vinho veio para compatilizar com picanha e pão de alho! A combinação foi mais do que perfetia.Vinho rubi, velado com leves reflexos granada. Lágrimas grossas e lentas
Aromas bem frutados (de geleias de frutas vermelhas) e mesclados a chocolate e caramelo. Muito intenso aromaticamente!
Boca macia, intensa, com média acidez e taninos redondos e aveludados.
VALOR: R$ 78,00


FICHA TÉCNICA DO PRODUTOR

  • Safra2013
  • Conteúdo750 ml
  • TipoTinto
  • ClassificaçãoSeco
Elaboração
  • UvaMalbec (100%)
  • Teor Alcoólico14.3%
  • Amadurecimento12 meses em barricas de carvalho francês e americano
Terroir
  • PaísArgentina
  • RegiãoMendoza
  • VinícolaBodega Goulart
Sommelier Wine
  • VisualColoração: Rubi com reflexos violáceos.
  • OlfativoFrutas negras em compota, como cerejas e amoras, com delicadas notas de baunilha e óleo de coco.
  • GustativoIntenso, maduro, de bom corpo, mineral, frutado, com especiarias e taninos robustos.
  • HarmonizaçãoCostela no bafo, bife de chorizo ao chimichurri, talharim aos quatro queijos, picanha suína na brasa, polenta ao molho de cogumelos e Bife Wellington.
Serviço
  • Decantação20 minutos
  • Temperatura de Serviço15 °C
  • Estimativa de Guarda7 anos


sábado, 9 de julho de 2016

SANTA DIGNA ESTELATO BRUT



Um excelente produto que foi eleito para acompanhar  nossos torresmos caseiros.
Excelente acidez e aromas que evocam deste torrefação a frutas cítricas, com a lima mais presente.
Na boca apresentou grande frescor e complexidade com paladar seco e agradável.

PREÇO: R$ 86,00 na Wine.com


FICHA TÉCNICA DO PRODUTOR


Santa Digna Estelado Branco Brut
  • Conteúdo
    750 ml
  • Tipo
    Espumante
  • Classificação
    Brut
Composição
  • Uva
    País (100%)
  • Teor Alcoólico
    12%
  • Estimativa de Guarda
    5 anos
  • Amadurecimento
    7 a 9 meses sobre as borras dentro da garrafa.
Terroir
  • País
    Chile
  • Região
    Valle de Curicó
  • Vinícola
    Miguel Torres (Chile)
Sommelier Wine
  • Visual
    Amarelo claro, com reflexos perolados.
  • Olfativo
    Frutas brancas associadas às notas florais e leve toque de brioche.
  • Gustativo
    Boa presença gustativa, acidez na medida certa e notas frutadas que se confirmam.
  • Harmonização
    Salmão em massa folhada, mexilhões à provençal, espetinhos de peixe com camarão, fraldinha na chapa, bolinhos de siri, lasanha vegetariana.
Serviço
  • Temperatura de Serviço
    8 °C
  • Estimativa de Guarda
    5 anos



sexta-feira, 8 de julho de 2016

SALTON CLASSIC MALBEC

Linha especial para o cotidiano traz novidade com o prestígio da variedade argentina

MINHA DEGUSTAÇÃO:
Granada com reflexos rubi, lagrimas finas. Levemente opaco.
Não é dos mais aromáticos, depois de uns 15 minutos na taça começou abrir um aroma que lembra muito aquela bala 7 Belo (aquela bala de morango) e depois de uns 40 minutos começei a sentir a tal da uva passa e do figo seco da ficha técnica, bem lá no fundo.
Na boca se apresenta magrinho, mas com acidez interessante e taninos bem resolvidos.
Não arriscaria um churrasco com ele mas arriscaria com um hambúrguer caseiro e fritas. Acompanhei depois com brie e camembert e os queijos o nocautearam.
Na ficha técnica há uma informação interessante as uvas são de Mendoza. Lendo o contra rótulo descobri que o vinho é produzido na Argentina  e engarrafado no Brasil.
Enfim, uma boa opção para pessoas que dão valor para  tomar um "importado". É um vinho bem feito e honesto ao que se propõe  que é ser um vinho de dia-a-dia.


FICHA TÉCNICA DO PRODUTOR

VARIEDADE: 100% Malbec

SAFRA: 2015

REGIÃO: Mendoza - Argentina

ELABORAÇÃO:
- Desengace dos cachos;
- Leve esmagamento dos grãos;
- Acondicionamento do mosto em tanques;
- Adição de leveduras selecionadas;
- Fermentação alcoólica a temperaturas em torno de 25ºC;
- Descube;
- Centrifugação;
- Filtração;
- Estabilização;
- Engarrafamento.

ANALISE ORGANOLÉPTICA:  Brilhante, com matizes violáceos em sua coloração. Seus aromas são dominados pela fruta, expressando marcadas notas de ameixas maduras e geleia de ameixa, além de marmelada, figos secos e uvas passas. Em boca, é de textura aveludada, com uma sutil acidez e taninos sedosos.

DADOS ANALÍTICOS:
Álcool: 13% vol.
Açúcares: 3 g/l
Acidez total: 70 meq/l
pH: 3,70
Volume: 750 ml

HARMONIZAÇÃO: Empanadas de carne. Queijos de pasta dura. Carnes vermelhas assadas. Massas com molhos de tomate



quinta-feira, 7 de julho de 2016

Baron Philippe de Rothschild Reserva Merlot 2015


Em uma quinta feira fresca escolhemos este vinho para brindar a vida e compatibilizar com mini pizzas de massa folhada!
Confesso que me surpreendeu pois não tive boas experiência dos vinhos do Rothschild no Chile, mas esse é um vinho honesto, bem feito, equilibrado e muito saboroso!

MINHA DEGUSTAÇÃO:

Rubi profundo com reflexos violáceos
Notas de couro, leve defumado mescladas a frutas vermelhas em compota.
Excelente acidez com taninos ainda firmas mas com final aveludado.










FICHA ´TÉCNICA DO PRODUTOR

  • Safra2015
  • Conteúdo750 ml
  • TipoTinto
  • ClassificaçãoSeco
Elaboração
  • UvaMerlot (100%)
  • Teor Alcoólico13%
  • AmadurecimentoParte do vinho estagiou cerca de 6 a 8 meses em barricas de carvalho.
Terroir
  • PaísChile
  • RegiãoValle Central
  • VinícolaBaron Philippe de Rothschild
Sommelier Wine
  • VisualColoração: Rubi.
  • OlfativoNotas herbáceas, e de frutas como cereja, groselha, framboesa, com toque de especiarias e tosta.
  • GustativoFresco, com taninos macios e notas frutadas.
  • HarmonizaçãoLasanha de legumes, escondidinho de carne seca, iscas de filé ao molho de tomate, snack de calabresa, macarronada, frango empanado.

domingo, 3 de julho de 2016

ROOT 1 - CARMENERE

Escolhi esse vinho para ser o protagonista em um churrasco de picanha. Aposta ousada mas único recurso em minha adega que no momento tinha neste vinho o que de mais encorpado poderia haver, (fato que já esta sendo corrigido)


Coloração granada com reflexos rubi. Límpido, com lagrimas lentas e grossas denotando boa graduação alcoólica.
No aroma a primeira impressão é bem vegetal que depois evolui para frutas vermelhas bem azedinhas. A madeira está bem integrada a fruta acrescentando apenas um leve aroma de coco bem difuso, oriundo provavelmente de barricas de carvalho americanos novas.
Na boca se mostra com bom equilibro de acidez e taninos bem leves (nada propícios para segurar minha picanha quase crua)

FICHA TÉCNICA DO PRODUTOR

O nome do vinho: Root: 1 é uma homenagem à primeira raiz da videira, a que tem início ainda nova e que, com o tempo, se transforma na raiz mãe, a mais importante de todas. É com essa inspiração que o Root: 1 Carménère 2013, um blend de duas uvas francesas, a Carménère e Syrah, muito bem adaptadas ao terroir chileno, ganha vida.

VINÃ VENTISQUERO
SAFRA: 2013
13,5 alcool
REGIÃO: Valle de Colchagua – Chile
70% do vinho amadureceu 10 meses em barricas de carvalho francês e americano
Aromas vegetais, frutas vermelhas como amora e cerejas maduras com nuance terrosa.Frutado, vegetal, com taninos firmes e equilibrados.

MOSCATO GIALLO - Vinicola Batistello



SAFRA 2015
12%
Vinicola Batistello - Garibaldi - RS - Brasil

Um vinho alegre, leve, descompromissado. Um vinho para todo o momento. Para brindar o fim de tarde, para bebericar apreciando a poesia das sombras do por do sol sobre o verde gramado. Emfim um vinho honesto e talhado para o dia a dia.

O vinho tem coloração amarelo palha bem limpida e brilhante. Aromas notadamente florais (flores brancas) que se mesclam a um leve toque de maracujá no final. Na boca apresenta média acidez, corpo leve e confirma a flor do aroma e se intensifica ainda mais a fruta que antes era mais tênue. Não é um vinho que peça acompanhamentos, sua leveza e acidez o tornam interessantes mesmo como aperitivo ou boa companhia para um gostoso bate papo.  

sexta-feira, 1 de julho de 2016

CALIZA - D.O. LA MANCHA

Voltando a postar os vinhos que eu degusto! Vamos lá  voltar a exercitar meu  lado critico e analítico pois já dizia um sábio: O que não se usa cai ou atrofia!
Este é um vinho bem honesto que tem feito quase sempre espaço reservado em nossa adega. Da região de La Mancha, é um corte de Merlot, Syrah e Tempranillo.

Caliza Tinto
No visual é um vinho purpura com reflexos violáceos denotando ainda tenra juventude. 
No olfato sentimos framboesas e amoras, mescladas a um leve toque de pimenta negra e algo levemente defumado. A boca se apresenta em taninos macios, boa fruta e acidez equilibrada sem no entanto ter muita persistência.


FICHA TÉCNICA DO PRODUTOR

A etiqueta Caliza reflete as caracteristicas proprias do solo calcáreo  típico da região (Caliza em espanhol quer dizer rocha calcárea) Para nosso Caliza tinto extraimos a máxima expressividade das 03 variedades de uva: Merlot, syrah e tempranillo para criar este este maravilhoso assemblage que é um verdadeiro prazer para os 03 sentidos: visual, olfato e gustativo É um vinho perfeito para degustar com uma ampla gama de pratos da gastronomia espanhola. 
  • REGIÃO
    La Mancha  é a maior região de vinhedos do mundo, com 300.000 hectares de vinhas em seu território. Também é a casa de Don Quijote, o célebre personagem de Miguel de Cervantes.   A tradição vinícola desta zona se remonta as tempos romanos, embora tenha se expandido na Idade Média. Além disso a versatilidade do terremo propiciou a intridução de inúmeras variedades de uvas internacionais.

PREMIAÇÕES: 
Premiações: AWC Vienna 2013 - selo de qualidade DECANTER WINE AWARDS 2013 - medalha de bronze. CHINA WINE AND SPIRITS AWARDS 2013 - Double Gold Medal

sexta-feira, 24 de junho de 2016

CAVE DE PEDRA - ATENDIMENTO IDEM!




Esta semana, a fim de montar uma brincadeira eno-gastronômica fomos em busca de espumantes para combinar com torresmos caseiros. Afinal, nada melhor de que um refrescante e vivido espumante para domar o peso e a gordura de um delicioso torresmo. Em nosso caminho para casa passamos na frente de umas 4 vinícolas  e elegemos uma delas pelo acaso de ser uma das que nos lembrava os bons momentos de nossa lua de mel.
Em 2001 quando conhecemos a Vinícola Cave de Pedra ela era um bebê com menos de 04 anos e ainda estava em processo de construção. Fomos atendidos pessoalmente pelo enólogo/proprietário que nos mostrou a vinícola, falou de sua historia e nos apresentou excelentes espumantes, que na época eram o único foco da vinícola. Saímos de lá com 2 caixas de espumante que nos renderam excelentes momentos na volta a São Paulo. 
6 anos depois quando compramos nossa loja de vinho a Vinícola  foi uma das lembradas para fazer parte de nosso portfólio de produtos. Infelizmente abrimos mão dela em virtude dos altos impostos. 
Quando viemos morar efetivamente aqui no Sul visitamos a Cave de Pedra e já percebemos que algo havia mudado, não mais havia acolhimento familiar e sim a frieza dos funcionários que lá estavam. O ápice aconteceu nesta quinta feira, dia 23, ao resolvermos ir lá buscar um espumante para nossa aventura eno-gastronômica. Chegando lá fomos direto ao varejo, desprezando a área de degustação que normalmente é a primeira frequentada pelos sedentos turistas, fomos diretamente ao varejo pois nossa intenção era realmente comprar. Lá fui recepcionada por uma atendente que nem ao menos sabia pronunciar o nome das uvas, para se ter ideia ela pronunciava chardonnay como se lê...... autólise por exemplo devia ser um tipo de palavrão para ela!
Diante dos preços muito salgados nas prateleiras perguntei se eles não tinham uma politica diferenciada para os moradores da região, (pois na maioria das vinícolas que frequento essa atitude é normal) ela riu já se afastando de volta ao balcão e disse que não com ar de deboche e desprezo, nem ao menos questionou se eu iria comprar 01 garrafa ou 01 caixa. Diante dessa atitude tão delicada e profissional agradeci e ia saindo quando ouvi a garota do caixa dizer de mim com desdém  " que tipo".
O motivo desse post desabafo é tentar entender o porque as vinícolas investem tanto em marketing visual e de produtos e tão pouco na contratação de bons profissionais? Porque uma vinícola cresce e deixa-se tomar pela frieza no atendimento ao consumidor?
Contando meu caso na empresa onde trabalho recebi feed backs ainda piores do atendimento na Cave de Pedra, quase todos me contaram que foram mal atendidos. Indelicadeza e frieza parecem ser o mote do atendimento da empresa. Andei lendo o site da vinícola e a todo momento eles frisam com orgulho o atendimento especializado. O que me entristece é saber que sou apenas mais uma a ser mal atendida em meio a  tantos que saem de lá insatisfeitos com a atendimento, será que os proprietários sabem o que acontece dentro das paredes de pedra de sua vinícola? Será que tem ideia que  seus funcionários também fazem um atendimento frio, duro e impessoal como pedra?
Não sei como está qualidade dos produtos da vinícola ultimamente pois há anos não os degusto, mas torço para que eles não tenham seguido o caminho que o atendimento tomou!
E você? Tem alguma historia para nos contar sobre sua visita a Cave de Pedra ou a qualquer outra vinícola do Vale dos Vinhedos? Deixe sua história aqui nos comentários!


sábado, 11 de junho de 2016

OS CICLOS DA VIDEIRA

Matéria de minha autoria publicada na Revista BEM MAIS



Sou uma grande entusiasta das temperaturas mais frias. Me torno o melhor dos seres humanos no auge do inverno e muitas vezes me olham como se eu fosse louca por isso!
2015 vai ser lembrado como uma das piores safras da Serra Gaúcha, tudo porque em 2015, para alegria de alguns, tivemos o inverno mais quente dos últimos anos e para piorar houve também muita chuva e queda de granizo, essa, vinda exatamente na época de brotação, quando muitos agricultores achavam que podiam ainda salvar alguma coisa.
Então essa materia vai especialmente para você que ama vinho e odeia frio. Espero que depois de ler essas linhas entenda o quanto o frio é determinante para uma boa safra, e espero ver até em seu rosto um sorriso de alivio quando as temperaturas baixarem de 14º.
A videira é uma planta de ciclos bem definidos, ciclos esses que se guiam pelas 4 estações do ano.


O ciclo da videira pode variar desde 130 dias nas regiões mais quentes a mais de 200 dias para os climas frios, na diferença desses dias para que se feche o prazo de 01 ano, a videira hiberna, repousa e isso só se dá a contento nas temperaturas baixas de um bom inverno. A dormência, ou hibernação é a fase mais importante, diria até, determinante para a qualidade da safra. Para que a planta efetue um boa hibernação é necessário um inverno rigoroso, com temperaturas bem abaixo dos 10ºC, e temperatura interna de solo inferiores a 5ºC, caso não haja inverno na região, os vinicultores induzem a dormência pela suspensão de fornecimento de água a planta, mas isso é assunto para outra matéria....

Quando as temperaturas começam lentamente a aumentar na primavera, se inicia a fase de brotação que é primeiramente precedida pelo "choro da videira" . Esse belo fenômeno se dá quando o solo se aquece e as raizes entram em atividade, absorvendo soluções minerais e água que vão criando pressão dentro do caule. Os corte efetuados na poda de inverno servem de escape para seiva que escorre principalmente nas primeira horas da manhã. A quantidade de "choro" de uma videira pode chegar até 1 litro por dia.
Depois do choro vem a brotação que constitui no verdadeiro despertar fenológico da planta depois da dormência invernal. Os gomos latentes começam a inchar e eclodir na extremidade dos sarmentos fazendo surgir as primeiras folhas. A velocidade de crescimento depende da temperatura e umidade do solo. Acima de 25ºC a planta entra em estagio de intensa atividade fisiológica, cresce ao seu máximo e em até 13 semanas do incio da brotação começa outro ciclo que é o da floração. A chuva nessa época é muito temida, não só pelo fato de poder diminuir a temperatura do solo como também diluir o polem das flores, extremamente necessários para fertilizar a flor e fazer surgir os cachos que começam a crescer e inchar . Algumas semanas depois, com mais ou menos metade de seu tamanho natural começa a fase do pintor, ou seja, o cacho começa a mudar de cor e isso marca o inicio de uma nova fase que se chama maturação. Os bagos da vinha deixam de ser verdes e duros e passam a ter elasticidade e cor. Nessa fase são necessárias longas horas de sol para que haja acumulação de açúcar e perda de acidez. A maturação necessita de um verão quente e seco.
Finalmente, finalizada a maturação vem a fase da colheita e a uva segue para seu destino final que é a transformação em vinho.
Com a chegada do outono inicia-se a queda da folhas, o vinicultor procede a poda no incio do inverno e a videira emtra em hibernação.
Depois dessa máteria será que você, amante do vinho, ainda vai reclamar do frio?

Luciana Freire
Sommelière - ABS SP

www.sommelierenarede.blogspot.com.br