Aqui você já entra aprendendo, o feminino de sommelier é sommelière, então não estranhe o nome do blog e nem pense que está errado!
Resolvi criar esse blog como uma maneira de dividir informações preciosas com apaixonados pela arte de Bacco. Aqui vocês encontraram alguns textos meus e outros que eu garimpo por ai e julgo itneressantes para dividir com vocês!
Entre. leia, se apaixone e fique a vontade, a casa é sua!

domingo, 23 de agosto de 2015

12ª CONFRARIA DO ESPUMANTE - Milantino

No dia 26 de junho tivemos a nossa 12ª Edição da Confraria do Espumante de Garibaldi., dessa vez sendo recebidos com todo o carinho na Vinícola Milantino, propriedade do Sr. Luis Milani.


Milani nos recebeu apresentando o novo belíssimo espaço criado especialmente para eventos e degustações dirigidas. Na ampla sala dominada por uma enorme lareira, a sensação de aconchego paz era impar.
A vinda da Família Milani ao Brasil, deu-se no final do século XIX, onde estes imigrantes instalaram-se no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves. Além de muita coragem, força e trabalho, trouxeram na bagagem as primeiras mudas de videiras, para, no solo Brasileiro, plantarem e aqui produzirem o vinho para consumo próprio.


A produção de uvas, sempre foi a principal atividade, sendo a produção vendida para uma cooperativa.
Em 1989, nasce a pequena adega familiar, Milantino Vinhos Finos Ltda, com a filosofia de elaborar vinhos de alta qualidade com produções limitadas.Os vinhos Milantino, são elaborados com uvas cultivadas em vinhedos próprios, e que seguem um criterioso cuidado, desde o cultivo das videiras, até a seleção das uvas durante a colheita. é realizado um monitoramento constante nos vinhedos, de forma a controlar e reduzir significativamente a produção de uva por planta, visando obter uma matéria-prima com excelente índice de maturação, um alto teor de açúcares e maior concentração de polifenóis, fator essencial para elaboração de bons vinhos com uma complexidade ainda maior. São realizados testes em laboratório de pequenas amostras das uvas antes da colheita, para ver o índice de maturação dos polifenóis e dos taninos, para decidir com maior precisão o momento exato de vindimar.
A área plantada é de 7 hectáres, sendo cultivadas as seguintes variedades: Cabernet sauvignon, Merlot, Malvasia de Cândia, Ancellotta, Tannat, e Teroldego.
O foco da vinícola é a elaboração de vinhos de guarda, que eu já tive a oportunidade de degustar e são realmente muito interessantes. Na confraria provamosos a linha de espumantes, todos pelo método champenoisse. que também carregam consigo a mesma excelencia voltada a elaboração dos vinhos tintos.

Foram provados um Brut, um Rosê e um Extra Brut.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

11ª CONFRARIA DO ESPUMANTE DE GARIBALDI - Casa Pedrucci

Em 29 de maio conhecemos uma das mais poéticas, longínquas e escondida das Vinícolas de Garibaldi Tá nem é tão longe, mas é escondida pacas, tanto que fomos todos em comboio para ninguém se perder!
A aventura para chegar lá valeu a pena, conhecer Gilberto Pedrucci é uma honra! Simpático, inteligente e apaixonado pela vida Gilberto é daquelas pessoas que a gente quer ter sempre por perto, par perfeito com  a esposa Lourena que esbanja sorriso e simpatia e nos recebeu com todo o carinho do mundo!
A vinícola de Pedrucci é um belíssimo pavilhão de basalto com mais de 100 anos e totalmente restaurado. 

Gilberto Pedrucci é sem dúvida um dos mais respeitados, renomados e influentes enólogos do Brasil, Eleito em 2005 como enólogo do ano, Vice Presidente da CPEG - Consórcio de Produtores de Espumante de Garibaldi, enólogo por 23 anos da centenária Vinícola Peterlongo e durante um bom tempo também ficou ao lado de Mario Geisse na Cave de Amadeu, Pedrucci já foi presidente da Sindivinho, da ABE e foi o único brasileiro a receber "Medalha de Ordem ao Mérito Agrícola" e o título de "Chevalier" do Ministério de Agricultura Frances, no ano 2000.
Pedrucci faz questão de elaborar todos os seus espumantes pelo método champenoisse, ele resume a qualidade da bebida em 04 fases. A matéria prima, o assemblage, a maturação e o degorgement. Nada mais natural que 03 de seus espumantes estejam destacados no renomado Guia Descorchados, além de diversas e importantes premiações que seus produtos colecionam ano a ano. Gilberto Pedrucci defende e prova que Garibaldi tem o terroir perfeito para elaboração de espumantes top de linha!












Para a confraria ele nos reservou 3 de seus melhores espumantes: O casa Pedrucci Brut Tradicional com 18 meses de autólise; Casa Pedrucci Brut Reserva, com 30 meses de autólise e o Casa Pedrucci Millesime, safra 2010, feito somente em anos muito especiais.
Para terminar nova rodada de espumantes  no mezanino dessa vez acompanhada pelas delicias preparadas pela esposa Lourena! Foi sem dúvida uma noite inesquecível!

sábado, 18 de julho de 2015

10ª CONFRARIA DO ESPUMANTES - ADOLFO LONA

Desde antes de resolver vir morar nessa terra abençoada eu trocava algumas ideias com pessoas especiais como Adolfo Lona. Vim para cá e na correria da mudança só fui conhece-lo pessoalmente mais de 01 ano depois de instalada em terras galdérias. A oportunidade se deu em março de 2015 por ocasião do 10ª encontro da Confraria do Espumante de Garbaldi, ocasião também que sagrou a minha  primeira participação nesse evento.




 Adolfo é inegavelmente uma pessoa encantadora, um verdadeiro gentleman. e em sua apresentação mostra o porque realmente é conhecido como o Mago dos Espumantes, ele deu uma aula a todos os confrades abordando desde a historia, elaboração e passando em detalhes também por serviço e degustação!



Foram degustados 05 espumantes uma verdadeira aula sobre as diferenças entre métodos e tipos de borbulhantes.

  • BRUT CHARMAT: Elaborado em grandes tanques de auto clave pelo método Charmat Longo,  esse espumante tem como base a uva Chardonnay com um leve toque de Pinot Noir, se mostra leve e equilibrado ao paladar.
  • BRUT ROSÊ: Como uma grande amante de espumantes rosês eu não posso negar que depois do PAS DOSÉ esse foi meu queridinho da noite. e um assemblage perfeito de Chardonnay e Pinot Noir, esse espumante mostra uma coloração belíssima lembrando casca de cebola e sabor intenso e cremoso. Também elaborado pelo método charmat longo com 06 meses de autólise,
  • BRUT CHAMPENOISE:  elaborado com Chardonnay e Pinot Noir esse espumante  tem apenas 08 gramas de açúcar por litro e permaneceu em autólise por 18 meses.  Um espumante perfeito ao paladar!
  • NATURE (PÁS DOSE): Meu preferido da noite, um espumante elaborado pelo método champenoise, 18 meses de autólise e um discreto e delicioso toque de carvalho. Um espumante intenso, estruturado e inesquecível!
  • DEMI-SEC: para agradar alguns paladares Adolfo nos serviu um demi-sec para fechar a noite.  Elaborado pelo método Charmat com a uva Moscato  com 4 meses de autólise. Com esse espumante, a proposta  de Lona é oferecer ao mercado um produto diferenciado, com teor de álcool de 12% semelhante aos espumantes tradicionais, e conteúdo de açúcares de 25 gramas por litro. Um espumante bem interessante, intensamente aromático e com excelente equilíbrio entre açúcar e acidez.
Ainda me restou a curiosidade de provar o delicioso ORUS PÁS DOSE, espero em breve ter essa oportunidade e aproveitar para conversar e aprender mais um pouco com essa figura simpática que é o nosso Mago dos Espumantes!



TEXTO RETIRADO DO JORNAL BON VIVANT:

Autoridade quando o assunto é espumantes, Adolfo Lona chegou ao Brasil em 1973 contratado pela Martini & Rossi. O objetivo era elaborar uma bebida de qualidade superior. E o fez. O espumante De Gréville foi lançado em 1975 e foi um sucesso. Na época em que o argentino chegou ao Brasil, a Martini era presidida por Francisco Reti. “Era um visionário; o setor deve agradecer pelo seu empenho. Ele acreditou no potencial para produzir espumantes e no potencial do mercado consumidor brasileiro, conta Lona. A Martini foi adquirida no início dos anos 1990 pela Bacardi, fabricante de rum. “Essa mudança de cultura fez com que se perdesse o entusiasmo e o foco em permanecer na área de vinhos e espumantes. Ao comprovar isso decidi sair em 2004 e abrir minha pequena vinícola produtora de espumantes. O fiz acreditando na minha capacidade e no potencial que ainda o mercado oferece”, explica. Hoje a Adolfo Lona elabora em torno de 65 mil garrafas de espumante por ano.

Lona veio para contribuir com a qualidade dos espumantes no Brasil. Passados 40 anos desde sua chegada, o enólogo afirma que houve muitos avanços, principalmente com relação à colheita e à escolha dos equipamentos tecnológicos. “Eu destacaria também avanços na área vitícola, como a implantação do sistema de condução em espaldeira, que permite obter uvas mais sadias e maduras, e a consolidação do cultivo de Chardonnay e Pinot Noir. Na área enológica, os procedimentos para elaborar espumantes, tanto pelo método charmat como pelo método tradicional, foram aperfeiçoados e dominados por um elevado número de enólogos”, diz Lona. E completa: “nossos espumantes são diferentes porque têm cores, aromas e sabores próprios, bem brasileiros. Estamos na categoria dos espumantes de alta qualidade do mundo, com nosso estilo, com nosso sabor, com nosso DNA. Hoje, sem sombra de dúvida, o Rio Grande do Sul sabe como elaborar espumantes de qualidade”.

De acordo com o especialista, o consumo de espumante cresce a cada ano porque o brasileiro descobriu os atributos do espumante: alegre, leve, descontraído, sofisticado, versátil. “O espumante é a bebida que tem tudo a ver com o brasileiro e com boa parte de sua gastronomia. As pessoas perderam o preconceito que limitava o consumo a festas e comemorações. O desafio é acompanhar esse crescimento com produtos cada vez melhores e não permitir que alguma coisa possa prejudicar esse caminho de crescimento. A evolução do mercado comprova que os espumantes nacionais são os preferidos dos consumidores na comparação com os importados. Este é um patrimônio que não pode ser jogado fora ”.

PÉROLAS DA SERRA GAÚCHA - Vinícola Angelo Fantin

CASA FANTIN – Um paraíso perdido em meio a Monte Belo do Sul



Longe do tradicional circuito de vinícolas da serra gaúcha, na Linha Argemiro em Monte Belo do Sul se esconde  a Vinícola Casa Ângelo Fantin. Conhecer essa vinícola é  privilégio para poucos!
Descobrimos a vinícola por conta  de minha paixão por casas antigas.  Aristides Fantin o dono da Vinícola restaurou a casa de pedra de seu bisavô,  casa que data de 1878. 
Cada pedra foi reencaixada pelas mãos do vinicultor Aristides Fantin que carrega em sua alma a paixão pela história da família que veio da Itália nos idos de 1970.
Hoje a casa recebe grupos  para degustar a maravilhosa comida colonial  preparada pelas mãos caprichosas de  legítimas nonas italianas acompanhada pelos vinhos fantásticos elaborados em sua cantina.







A cantina de Fantin está anexo a casa de pedra e a  sua moradia também . O cuidado de Fantin com seus vinhos é de emocionar. Desde a uva de vinhedos próprios, o cuidado com a maturação, o momento exato de colher, as passagens diárias na cantina para verificar o andamento da fermentação.  O merlot de 2015 por exemplo  foi colhido em 3 fases de forma a colher todas as uvas completamente maduras. Aliás, o grande diferencial de Aristides Fantin  é o fato de todos os seus vinhos serem elaborados de vinhedos próprios.
A vinícola foi fundada em 2008 e  quase todos os seus vinhedos são em espadeira simples com  baixíssima produção  todas inferiores a 2  quilos por planta a maioria até 1.5 quilos por planta! Uma produção mais do que pequena !






Os  vinhos de Aristides Fantin exalam alma e paixão. Tomamos amostras de tanque de todos os vinhos da safra de 2015, todos impressionantes em qualidade! Aliás, os vinhos de Fantin,  só pelo fato de estarem no tanque,  já mostram que foram aprovados por sua  analise criteriosa.  Fantin não aceita fazer vinhos medíocres, o vinho que fica mais ou menos ele simplesmente descarta! Foi assim em 2013 com o Cabernet  Franc  e 2014 com o Cabernet Sauvignon.
Do Merlot 2014 trouxemos alguns exemplares  é um vinho intenso em coloração e aromas com taninos muito equilibrados e grande frescor. Perfeito para acompanhar brusquetas  queijos e pão italiano com azeite!


Fantin acredita na pureza dos vinhos e só elabora varietais sem passagem em barrica. Faz experiências interessantes como a elaboração de um Prosecco como vinho tranquilo e um Moscato Canelli seco, perfumado, encorpado e super mineral.  
O Cabernet Franc de 2015 que ainda está em tanque é uma promessa de intensa qualidade, já encomendamos 02 caixas!

Enfim, a visita na Casa Fantin é uma rara oportunidade de se entender a verdadeira alma e coração do imigrante italiano.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

CONFRARIA DO ESPUMANTE DE GARIBALDI - O NASCIMENTO

Com muito orgulho sou uma das participantes assíduas da Confraria do Espumante de Garibaldi desde a sua 10ª edição, mas como surgiu essa confraria?
Em março de 2013, em homenagem ao Dia da Mulher aconteceu uma Confraria montada pela Secretaria de Turismo e Cultura de Garibaldi,Sra Ivane Fávero,  com o apoio da prefeitura da cidade. A confraria foi realizada somente com mulheres e dai se percebeu que a maioria das inscritas nunca tinha participado de uma degustação orientada nem muito menos conhecia as vinícolas de nossa região.
Desta constatação surgiu a ideia de montar uma confraria aberta a homens e mulheres com mais de 18 anos a fim de conhecer melhor o produto e as vinícolas da região de Garibaldi. 
O primeiro encontro foi em julho de 2014 e aconteceu na Vinícola Peterlongo, a mais antiga produtora de espumantes do Brasil, e a primeira e hoje única vinícola a poder ostentar em seus rótulos  a denominação CHAMPAGNE.
Depois seguiram-se vários encontros passando pela Vinícola Garibaldi, Chandon Vaccaro,  Courmayeur, Adolfo lona, Pedrucci, Milantino entre outras. No geral todas as vinícolas da região serão contempladas com a visita da Confraria.
Todas as edições que participei mostraram-se exemplares em organização, com didática perfeita e grande entusiasmo dos participantes. Um outro ponto a se ressaltar é a excelente receptividade e hospitalidade com que somos recebidos em todas a vinícolas escolhidas 
Quer saber mais? Escreverei sobre todas as edições que participei aqui no Blog.

sexta-feira, 6 de março de 2015

DADOS TÉCNICOS DA EVOLUÇÃO DA VINICULTURA GAÚCHA

Se você, assim como eu, adora os bastidores do vinho vai gostar muito dessa matéria da REVISTA ADEGA!

Não há discussão de que a vitivinicultura no Brasil, apesar de já centenária, ainda está se aprimorando em diversas áreas e um passo importante para entender quais direções nossos produtores estão tomando foi dado recentemente com a divulgação da nova edição do Cadastro Vitícola, com informações de 2008 a 2012 (incorporadas a outras desde 1995).
O Cadastro, realizado em parceria pela Embrapa Uva e Vinho e o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), fornece dados importantes sobre o comportamento dos vinhedos e suas finalidades nas últimas duas décadas. Com um aumento das áreas georreferenciadas e, com isso, uma maior precisão no levantamento de dados, é possível verificar quais uvas são as mais plantadas em cada região e como seus cultivares evoluíram com o passar do tempo. Pode-se ainda detalhar os tipos e a origem dos porta-enxertos, os sistemas de condução mais usados, a idade média dos vinhedos etc. Tudo isso dividido por regiões e municípios.
São dados como esses que servem de base e devem respaldar políticas relacionadas à indústria do vinho. Entre as informações interessantes que se têm no Cadastro, por exemplo, é que – de 1995 a 2012 – a área total de hectares de vinhedos no Rio Grande do Sul aumentou cerca de 68% (de 24 mil para 41 mil ha). No entanto, as uvas viníferas respondem por apenas 16% da área atual, com pouco mais de 6,6 mil hectares, tendo crescido 43% no período. Já as uvas americanas e híbridas tiveram evolução bem maior desde 1995 (88% e 62% respectivamente), representando mais de 80% dos vinhedos (cerca de 44% para as americanas e 40% para as híbridas).

O sistema de condução em latada predomina nos vinhedos gaúchos
As uvas viníferas respondem por 16% da área atual de vinhedos no Rio Grande do Sul, com pouco mais de 6,6 mil hectares, tendo crescido 43% de 1995 a 2012

Domínio da Cabernet Sauvignon

A híbrida Isabel e a americana Bordô são disparadas as campeãs em área de cultivo no estado com 11.264,54 e 8.637,56 hectares respectivamente, significando que impressionantes 27% dos cultivares são de Isabel e 21% de Bordô. Esta variedade, aliás, vem apresentando um crescimento vertiginoso (mais de 5% ao ano) desde 1995, quando possuía pouco mais de 2,5 mil hectares.
A vinífera mais popular é a Cabernet Sauvignon. Ela aparece em sétimo lugar entre as uvas mais plantadas em termos de área, com 1.341,67 hectares e produção de 12.556,92 toneladas, ou seja, 20,31% da área e 15,5% da produção total de viníferas do Rio Grande do Sul. Interessante notar que a variedade teve um crescimento quase exponencial desde 1995, quando possuía 423,64 hectares, até 2007, ao atingir 1.868,48 ha, mas, desde então, vem caindo em torno de 6% ao ano.
A segunda vinífera mais plantada é a Merlot, com 887,41 ha, representando 13,43% da área. Em seguida vem uma branca, a Chardonnay, com 822,91 ha (12,46% da área). A Merlot, assim como a Cabernet Sauvignon, teve aumento de área constante desde 1995 até 2007, chegando a ocupar 1.089,45 hectares, mas também sofreu queda nos últimos anos. A Chardonnay teve comportamento parecido, com elevação até 2007 e, no ano seguinte, queda. Todavia, recuperou-se em 2009 e teve um grande salto em 2012, com aumento de 22% em sua área.
Já a Moscato Branco teve poucas oscilações no período, mas também vem sofrendo decréscimos desde 2008, e hoje tem 631,42 hectares, o que, contudo, não é muito diferente do que tinha em 1995 (611,03 ha). Ainda assim, ela se mantém entre as quatro viníferas mais cultivadas. Mais do que isso, ela é a de maior produção, com 13.729,33 toneladas, superando a Cabernet nesse quesito.
Mais abaixo na lista estão a Tannat, Pinot Noir (única entre as top 10 viníferas que apresentou crescimento quase 100% constante no período – lembrando que ela também é usada para fazer espumantes), Riesling Itálico, Cabernet Franc, Trebbiano e Moscato Giallo, todas já com menos de 400 hectares no total e produções de menos de 5 mil toneladas.
Aliás, se somados todos os tipos de Moscatos e Moscatéis, chega-se a 874,68 hectares, muito próximo dos valores da Merlot. Vale lembrar ainda que, no ano 2000, a Moscato Branco era a vinífera mais cultivada, tendo superado a Riesling Itálico, que, em 1995, era a número um da lista. A Cabernet Sauvignon só assumiria a liderança em 2001 e daí não saiu mais. Por outro lado a uva que mais perdeu espaço foi a Sémillon que, em 1995, era a sétima vinífera de maior área, com 279,58 hectares, e hoje conta com meros 24,53 ha.
No total, o estado cultiva 143 cepas diferentes de uva, sendo 99 viníferas. No entanto, apenas 29 variedades dominam 95% da área das vinhas ditas europeias. Para mais detalhes, confira os gráficos de evolução (desde 2003) das principais uvas cultivadas abaixo.

Latada x Espaldeira

Outro dado interessante do Cadastro é o predomínio da latada ainda como sistema de condução predileto, mesmo para as uvas viníferas. No geral, com dados de 2012, a latada representa mais de 91% da área, com mais de 37 mil hectares, enquanto a espaldeira tem 7,82%, com 3,2 mil ha. Se considerarmos apenas a área de viníferas, a latada representa cerca de 67% e a espaldeira pouco mais de 27%. Mais interessante ainda notar que a proporção de latada entre as viníferas aumentou desde 2008, quando atingia por volta de 58% dos vinhedos. Na época, a espaldeira compreendia 35% das viníferas.
A Cabernet Sauvignon é a uva mais popular nos vinhedos gaúchos, ocupando 20,31% da área total de viníferas do estado

Municípios

Segundo os dados e mapas do Cadastro, atualmente, 168 municípios do Rio Grande do Sul têm produção de uvas. A viticultura está presente em 28 das 35 microrregiões do Rio Grande do Sul, sendo a região de Caxias do Sul a mais relevante, com 32.952,33 hectares, ou 80,22% da área cultivada e responsável por 77,39% da área de variedades americanas, 92,19% de híbridas e 58,37% de viníferas do estado.
Na região de Caxias, destaque para Bento Gonçalves. O município lidera em área de vinhedos, com 6.194,24 hectares, pouco mais de mil hectares acima da cifra de Flores da Cunha (com 5.034,13 ha), que é seguida pela cidade de Caxiasdo Sul (mais de 4 mil hectares), Farroupilha (3,7 mil ha), Garibaldi (2,4 mil ha), Monte Belo do Sul (2,2 mil ha), Nova Pádua (1,5 mil ha), Antônio Prato (1,4 mil ha), Cotiporã (1,18 mil ha) e São Marcos (1,12 mil ha), as 10 primeiras na lista. Lembrando que os dados são de 2012.
Bento Gonçalves apresentou aumento de 17,68% na área vitícola nos últimos 10 anos, já Flores da Cunha subiu 18,53% no período, Caxias do Sul ,14,2%, e Farroupilha, 6,13%.
 
O estado cultiva 143 cepas diferentes de uva, sendo 99 viníferas. No entanto, apenas 29 variedades dominam 95% da área das vinhas ditas europeias

Uva para quê?

Por fim, o gráfico de 2012, que mostra a finalidade da produção de uvas do Rio Grande do Sul, aponta que 88% da uva produzida no estado (o equivalente a 672.482,84 toneladas) é vendida para terceiros que vão processar e elaborar sucos, vinhos e derivados. Apenas 3% das uvas, pouco mais de 26 mil toneladas, são processadas pelos próprios viticultores – uma queda acentuada em comparação com 2008, quando quase 43 mil toneladas eram processadas pelas próprias indústrias e cantinas rurais. De 2008 a 2012, aumentou também a produção de uvas para serem consumidas in natura (de 32 para 38 mil toneladas), que hoje representam 5% do total.
Nesse período, a produção total de uvas no Rio Grande do Sul oscilou. Apesar de nos últimos cinco anos ela ter apresentado um aumento de 12,8%, saindo de 688,7 mil toneladas para 757,5 mil, houve queda de produção em 2009 e 2010, retomada em 2011 e nova queda em 2012, reflexo não somente do clima, mas também dos aumentos e diminuições das áreas totais de vinhedos nesses anos.

Para pensar

Informação é fundamental, ainda mais num país com poucos dados e muitas opiniões. Temos certeza de que as informações também chamaram sua atenção. Nesse sentido, acreditamos que o Cadastro Vitícola deveria ser adotado por todas as regiões produtoras e não apenas pelo Rio Grande do Sul, afinal, no mundo das formulações estratégicas, fazer o diagnóstico errado equivale a receitar o remédio também errado.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

O EFEITO DA MADEIRA NO VINHO


Muito se fala do vinho amadeirado, barricado.... A madeira é vista como status para o vinho, no entanto tem sido usada indiscriminadamente e de maneira exagerada por muitos produtores de forma a “globalizar” os sabores dos vinhos aos quais é adicionado.
Hoje, a grande maioria dos vinhos correntes que vemos por ai não são vinhos com passagem por madeira, e sim madeiras com passagem por vinho! Costumo categoriza-los como vinhos para cupim!
Acho que a presença de madeira no vinho tem uma importância muito grande, porém o exagero que tenho visto ultimamente ultrapassa os limites do aceitável. Coloca-se madeira em excesso em vinhos que não tem a mínima estrutura para tal.

Mas para que serve a madeira no vinho?

Na Antiguidade os vinhos eram conservados em ânforas de barro, porém esse era um artefato muito pesado e frágil. Aos poucos descobriu-se que era mais fácil de transportar os vinhos em barricas de madeira, e devemos essa descoberta aos celtas, inventores do barril, que transportavam o vinho em recipientes de madeira. Após as suas longas viagens, o vinho ia adquirindo um gosto e aromas cativantes, fruto do estágio em madeira, processo esse que se foi aprimorando até aos nossos dias.
Apesar de muitas madeiras terem sido usadas para amadurecer vinhos, chegou-se a conclusão que a melhor madeira para o vinho era o carvalho. Existem centenas de espécies de carvalho, classificados entre vermelhos e brancos. O primeiro tipo é demasiado poroso e, por essa razão, não serve para guardar vinho. Já o branco reúne as condições necessárias, existindo três espécies mais apropriadas: Quercus alba (carvalho americano), Quercus sessiliflora e Quercus robur (carvalhos europeus).
Além da extração de componentes da madeira (como aromas, sabores e taninos), os micro-poros da mesma permitem uma lenta entrada de oxigênio para dentro da barrica, ajudando a integrar e a arredondar os taninos e a acidez do vinho. É através deste processo que os aromas evoluem. A lenta oxidação faz os taninos se polimerizarem tornando o vinho mais macio, e também diminui a acidez em um fenômeno que chamamos de fermentação malolática. O estágio em carvalho também passa outros aromas  interessantes ao vinho que lá estagia (Baunilha, especiarias, caramelo, coco...) É por esta razão que o tipo de madeira escolhido é de extrema importância no resultado final que se pretende dar ao vinho. O carvalho francês, tem uma porosidade menor e aromas mais elegantes, dando ao vinho uma micro-oxigenação lenta e aromas discretos e bem integrados. Já o carvalho americano tem uma porosidade maior, o que pode desencadear um oxidação precoce do vinho nele armazenado, além de aromas mais intensos e menos elegantes, denotando mais cuidado do enólogo no acompanhamento do vinho ali colocado para amadurecer.
Barricas de carvalho são caríssimas e podem ser usadas por pouco tempo, com isso surgiu uma  alternativa mais barata que são as lascas de carvalho. Considerando que as barricas novas são efetivamente caras, é compreensível que os vinhos mais baratos não tenham a mínima possibilidade de sequer se aproximarem delas. A solução encontrada para dar um toque de complexidade a estes vinhos foi a utilização de lascas de carvalho (chips), principalmente no Novo Mundo. No entanto, os intensos sabores extraídos tem dificuldade em integrar-se ao vinho e tornam-se desagradáveis, principalmente se há exageros, o que é frequente e é ai que entra a minha restrição contra alguns vinhos excessivamente maquiados pela madeira.
È triste ver as pessoas sempre buscando vinho com passagem em madeira que encobre os aromas verdadeiros da casta, esquecendo que o verdadeiro aroma do vinho está na pureza de não passar por barricas demonstrando assim a sua verdadeira essência.

O estágio em barricas é excelente para o vinho, mas há de se ter cautela, pois nem todos os vinhos tem qualidade e estrutura suficiente para amadurecer em carvalho, principalmente em se falando de vinhos com custo inferior a R$ 50,00, é quase certo que a barrica não estará presente e que o consumidor estará levando para casa com certeza um vinho ”chipado”.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

EU SOU DO SUL!

Dizem que Deus é onipotente e onipresente.... eu discordo. Deus erra, se não errasse não teria feito barata, marimbondo, carrapato e nem teria me feito nascer em São Paulo!


Nasci na Pompéia, zona oeste de São Paulo, me criei na Freguesia do Ó, zona norte, passei minha adolescência no Ibirapuera, zona sul e me perdi na  vida louca novamente na zona oeste, mas precisamente, Pompéia, Perdizes e Vila Madalena,  por tantas loucuras que fiz por pouco não nasci e morri no mesmo bairro.  Minha vida adulta se dividiu entre a região da Paulista e o Jaguaré.
Apesar de conhecer São Paulo como a palma de minha mão nunca me senti em casa. Sempre me senti um pássaro na gaiola, sempre sufoquei na cidade,apensa a noite e a madrugada me atraiam, o lado obscuro da cidade, de dia a Cidade era para mim o inferno, um inferno que eu era obrigada a viver dia a dia!
Passei  um bom tempo de  minha vida adulta em Paraty, noites insones a beira do cais, vários porres de cachaça de banana e abacaxi, noites inteiras a beira mar escutando as ondas, meio de mato em busca de cachoeiras e chegar a conclusão que pé na terra me enjoava e em no balanço das ondas que eu encontrava meu equilíbrio.....  Mas as pessoas que viviam a beira mar me inquietavam, não me completavam  e eu sempre lembrava de uma viagem aos meus 08, 09 anos de idade que eu havia ido a  Santa Catarina...... foi o mais perto da perfeição que eu havia chegado.... e eu sabia que havia mais, muito mais!
Um dia São Paulo me trouxe um amor, esse amor me trouxe um casamento, essa casamento me trouxe uma lua de mel e a escolha: Onde quer passar a Lua de Mel?, Sem pestanejar eu disse Garibaldi,  “ a terrra da Champanha”. Apreciadora desde muito cedo do verdadeiro champagne, não posso negar que pensei na França...... mas mesmo que houvesse condições nada poderia me fazer mais feliz do que pisar em solo gaúcho!
Chegar ao Rio Grannde do Sul foi como voltar para casa, me reencontrar sem nunca ter me perdido! O ar parecia mais puro, parecia suprir com tanta facilidade a “sede” de meus pulmões!
A volta  a São Paulo trouxe lágrimas, como não deixou de haver todas as outras vezes que retornei a essa cidade inferno,
São Paulo me trouxe também uma loja e essa loja me aproximou anida mais do Rio Grande Sul. Foram varias viagens por conta de estudo, negocios, oportunidades. Cada viagem me enraizava ainda mais.... lembro uma vez ao desembarcar em Caxias do Sul, lágrimas corriam em meu rosto e eu balbuciava: “ Voltei, cheguei em casa!”
Eu vivia o Rio Grande do Sul, estudava a história do estado, me emocionava absurdamente com a “Casa das 7 mulheres” e “ O Tempo e Vento”, acompanhava o clima, observando com tensão e cuidados chuvas, geadas, tempestades.....
A loja me trouxe desgostos, necessidade de recomeçar, e porque não recomeçar em “minha terra”. E assim foi! Em um acesso de coragem e loucura largamos tudo e partimos rumo a uma nova vida no Rio Grande do Sul.
Chegar em solo gaucho, de mala, cuia, filho, marido e gatos foi o inicio de toda alegria que sempre imaginei estar reservada para mim!
A cidade me acolheu como se eu fosse uma filha querida  a muito tempo distante. Cada nascer e por do sol era uma homenagem a minha coragem e presença.... lágrimas de felicidade que eu derramava sobre a terra brotavam flores em minha alma e meu coração... eu estava finalmente em casa!

Hoje, gaúcha de coração acordo ao nascer do sol feliz ao ver a névoa se dissipando aos poucos, espero ansiosamente o frio e aas geadas, aprecio as torrenciais chuvas e o céu lampejando em raios  ofuscantes na tempestade. Aprecio o clima puro, os extremos de frio e calor, o cheiro das flores que invadem o ar todos os dias,  o cheiro de lenha queimando no fogão e na churrasqueira  e o cheiro de uva que invade a cidade na época da safra. Impressiona-me ainda a magia do brotar das plantas depois do inverno, arvores e plantas secas se vestindo aos poucos de verde. O céu estrelado que as vezes tem tantas estrelas que parece que vai cair sobre nós... a pureza da lua em todos os seus quartos, adoro ver a lua cheia refletindo sobre as águas do açude e ouvir o coaxar dos sapos e os sons de todos os bichos noturnos, aprecio tudo isso com uma taça de vinho na mão, vinho da terra, fruto da paixão, do sangue e do suor de gaúchos apaixonados como eu!

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

12ª AVALIAÇÃO DOS VINHOS, ESPUMANTES E SUCOS DE GARIBALDI


Essa semana participei de um evento muito interessante, a 12ª Avaliação dos  Melhores Vinhos, Sucos e Espumantes de Garibaldi. Minha primeira participação nesse evento e que me deixou muito contente e satisfeita!
O evento conta com uma recepção para vários convidados a degustação dos produtos mais premiados do  evento , a distribuição de medalhas as vinícolas premiadas, seguidos de um jantar e logicamente a outra degustação dos melhores vinhos, espumantes e sucos de Garibaldi.
Foram 18 vinícolas participantes, sendo que 16 delas foram premiadas. As vinícolas enviaram suas amostras no inicio de julho e as mesmas foram degustadas e classificadas por sommeliers e enólogos entre os dias  14 e 19 de julho.
41 medalhas foram distribuídas, sendo 37 de ouro e 4 de prata.  O evento tem o intuito de incentivar os produtores  a se superarem cada vez mais na qualidade de seus produtos.
Uma coisa que senti falta foi da avaliação de Vinho Tinto Fino seco  na degustação dos mais pontuados, vi isso como uma falha e penso que deveria ser corrigido de forma a incentivar ainda mais a elaboração e melhoria dos vinhos tintos finos.
Segue a lista dos mais pontuados na safra de 2014 e eu recomendo que degustem e se deliciem com cada um dos rótulos abaixo ( OS marcados em negrito foram os mais pontuados durante a degustação):

ADEGA CHESINI
  • ·         OURO – Vinho Branco de Mesa Lorena 2014
  • ·         OURO – Vinho tinto fino Petit Verdot 2014
  • ·         OURO – Vinho tinto fino Gran Vin 2011
  • ·         OURO 0 Vinho tinto fino Merlot
  • ·         OURO – Suco de Uva
  • ·         MENÇÃO HONROSA – Vinho tinto fino Merlot 2014
  • ·         MENÇÃO HONROSA – Vinho Branco Fino Moscato


CASA PEDRUCCI
  • ·         OURO – Espumante Casa Pedrucci Brut Reserva Champenoisse
  • ·         MENÇÃO HONROSA -  Espumante Casa Pedrucci Brut Tradicional Champenoisse


CAVE DARCI LOCATELLI
  • ·         OURO – Vinho tnto fino Ancelotta 2014


COOPERATIVA VINÍCOLA GARIBALDI
  • ·         OURO – Vinho Branco Fino Riesling 2014
  • ·         OURO – Vinho Branco Fino Chatet Du Clermont Chardonnay
  • ·         OURO – Vinho Tinto Fino Ancelotta 2014  
  • ·         OURO – Vinho Tinto Fino Granja União Tannat
  • ·         OURO – Espumante Branco Brut Garibaldi Chardonnay
  • ·         OURO – Espumante Garibaldi Brut Rosê ( 88 pontos)
  • ·         OURO  - Espumante Garibaldi Monscatel Rosê
  • ·         OURO – Suco de Uva Garibaldi
  • ·         PRATA – Vinho Branco Fino Moscato 2014
  • ·         MENÇÃO HONROSA – Vinho Fino Branco Granja União Riesling
  • ·         MENÇÃO HONROSA – Vinho Tinto Fino Tannar 2014
  • ·         MENÇÃO HONROSA – Espumante Garibaldi Prosecco
  • ·         MENÇÃO HONROSA – Suco de Uva Orgânico


DOMNO DO BRASIL
  • PRATA – Espumante Ponto Nero Brut Rosê


ESTABELECIMENTO VINÍCOLA ARMANDO PETERLONGO
  • ·         OURO – Presence Peterlongo Champagne Extra Brut Champenoise
  • ·         OURO – Privillege Peterlongo Espumante Brut Rosê
  • ·         OURO – Casa Peterlongo Suco de Uva Tinto Integral
  • ·         OURO – Vinho Tinto Fino Terras Peterlongo Merlot
  • ·         MENÇÃO HONROSA – Presence Peterlongo Champagne Brut Champenoise
  • ·         MENÇÃO HONROSA – Prosecco Peterlongo Espumante Brut Charmat
  • ·         MENÇÃO HONROSA – Presense Peterlongo Espumante Moscatel Rosê


INDÚSTRIA DE VINHOS MÂNICA
  • ·         PRATA -  Vinho de Mesa Rosê Seco


INDUSTRIA DE VINHOS AGOSTINI
  • ·         OURO – Vinho Tinto de Mesa Seco 2014
  • ·         OURO – Vinho Tinto de Mesa Seco Bordô 2014
  • ·         OURO – Espumante Brut Champenoise
  • ·         OURO – Espumante Demi-sec
  • ·         OURO -  Espumante Branco Moscatel (89 pontos)
  • ·         MENÇÃO HONROSA – Suco Integral


INDUSTRIA DE VINHOS LA CANTINA
  • ·         OURO – Vinho Branco Fino Tinto Chardonnay (89 pontos)
  • ·         OURO – Espumante Branco Moscatel


INDUSTRIA VINÍCOLA SÃO LUIZ
  • ·         OURO – Vinho Tinto de Mesa Seco Bordô 2014 (88 pontos)
  • ·         OURO – Vinho Rosê de Mesa Bordô 2014
  • ·         MENÇÃO HONROSA – Espumante Rosê Moscatel Dom Naneto
  • ·         MENÇÃO HONROSA – Espumante Branco Moscatel Dom Naneto


VINÍCOLA BATTISTELLO
  • ·         OURO – Vinho Tinto Fino Ancelotta/Tannat 2014 
  • ·         OURO – Vinho Tinto fino Ancelotta
  • ·         OURO – Suco de Uva (91 pontos)


VINÍCOLA CARLESSO
  • ·         OURO – Espumante Branco Brut Champenoise


VINÍCOLA COURMAYEUR DO BRASIL
  • ·         OURO – Espumante Branco Prosecco ( 85 pontos)
  • ·         OURO – Espumente Branco Moscatel


VINÍCOLA PERINI
  • ·         OURO – Espumente Perini Nature
  • ·         MENÇÃO HONROSA – Espumante casa Perini Prosecco
  • ·         MENÇÃO HONROSA – Espumante Branco Moscatel


VINÍCOLA VACCARO
  • ·         OURO – Vinho Tinto Merlot Vaccaro 2012
  • ·         OURO – Espumante Branco Vaccaro Brut Charmat
  • ·         MENÇÃO HONROSA – Espumante Branco Vaccaro Moscatel
  • ·         MENÇÃO HONROSA – Suco de Uva Vaccaro


VINÍCOLA SANTA BÁRBARA
  • ·         OURO – Espumante Branco Moscatel
  • ·         MENÇÃO HONROSA – Suco de Uva Integral