Aqui você já entra aprendendo, o feminino de sommelier é sommelière, então não estranhe o nome do blog e nem pense que está errado!
Resolvi criar esse blog como uma maneira de dividir informações preciosas com apaixonados pela arte de Bacco. Aqui vocês encontraram alguns textos meus e outros que eu garimpo por ai e julgo itneressantes para dividir com vocês!
Entre. leia, se apaixone e fique a vontade, a casa é sua!

terça-feira, 17 de junho de 2014

OS VINHOS MAIS CAROS DO MUNDO


Desde sua criação o vinho sempre foi um produto nobre, destinado a poucos e desejado por muitos.  O vinho sempre carregou consigo um ar de realeza, luxo e ostentação.
Por conta disso é que temos hoje vinhos que são verdadeiras joias, que custam pequenas fortunas por uma só garrafa.  Parafraseando Robert Parker eu acredito que nenhum vinho deveria custar mais de US$ 100 , o que passar disso é pura especulação, porque então temos vinhos que passam da casa dos US$ 1.000? A resposta é uma só: Lei da oferta e da procura”.
Em meados da década de 80, o bilionário Malcolm Forbes pagou, num leilão, US$ 155.000 por uma garrafa de vinho. A garrafa continha um vinho de 1787 que, segundo diziam, pertencia à adega do presidente Thomas Jefferson (um grande amante de vinhos de Bordeaux). A garrafa foi colocada em demonstração, na posição vertical e sob um forte foco de luz. A rolha secou, caiu para dentro e o vinho perdeu-se.
Resumidamente, vinhos caros são elaborados apenas em safras  excepcionais, feitos a partir de processos rigorosamente definidos e sempre em pequena quantidade, inevitavelmente são capazes de resistir ao tempo, impreterivelmente reconhecidos e aclamados por críticos no mundo todo e  feitos por produtores de grande renome e tradição.
Veja abaixo alguns casos dos vinhos mais caros do mundo com seu preço aproximado em reais. “ cotação 2003 “.

ROMANÉE-CONTI
Região: França- Borgonha
Uvas: Pinot Noir
Preço aproximado: R$ 30.000,00
Sem dúvida, a Domaine de la Romaneé-Conti é a propriedade mais famosa da Borgonha. Em uma parcela de 1,8 hectare, se produz apenas 6 mil garrafas do famoso La Romaneé-Conti a cada safra. O vinho é marcado por elegância e sedosidade e está entre os mais procurados e desejados do mundo.

PÉTRUS
Região:  França- Bordeaux
Uvas:  Merlot (predominante) , Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc
Preço aproximado: R$ 18.000,00 
Produzido em Pomerol, o Pétrus é um dos tintos lendários de Bordeaux, ainda que não seja um Premier Grand Cru (não existe classificação oficial para os vinhos do Pomerol). O vinho apresenta potência, volume e taninos firmes, mas elegantes. Ele se tornou especialmente conhecido depois que a Rainha Elizabeth II se encantou com o vinho e ele foi servido em seu casamento e em sua coroação.

CHÂTEAU MOUTON ROTHSCHILD
Região: França-Bordeaux
Uvas: Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon e Merlot
Preço aproximado: R$ 15.000,00 
Desde o fim da II Guerra Mundial, os rótulos desse Premier Grand Cru são marcados por obras originais de artistas contemporâneos, convidados especialmente pela vinícola. Nomes como Salvador Dalí (1958), Joan Miró (1969), Marc Chagall (1970), Pablo Picasso (1973) e Andy Warhol (1975) já adornaram suas garrafas.


 CHÂTEAU LATOUR
Região: França-Bordeaux
Uvas: Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc
Preço aproximado: R$ 6.000,00 
Também um Premier Grand Cru, Latour tem o perfil clássico característico dos tintos da região de Pauillac, considerado por muitos o mais potente dos cinco Grand Crus. Uma garrafa magnum da safra de 1961, por exemplo, já foi vendida por US$ 62 mil. Uma curiosidade: por volta do século XVII, Lafite, Mouton e Latour pertenceram a um mesmo dono, o Marquês de Segur, dito "Príncipe dos Vinhos".

CHÂTEAU MARGAUX
Região: França-Bordeaux
Uvas:  Cabernet Sauvignon,  Merlot, Petit Verdot e Cabernet Franc
Preço aproximado: R$ 5.000,00
Junto com o Château Lafite, Margaux é o mais estiloso e aristocrático dos Premières Grand Crus. Poderoso e elegante, sua estrutura lhe garante grande longevidade. Gioacchino Rossini, um dos mais famosos compositores italianos de ópera chegou a compor uma canção em homenagem a este vinho.

CHÂTEAU CHEVAL BLANC
Região: França-Bordeaux
Uvas: Cabernet Franc e Merlot
Preço aproximado: R$ 5.000,00
Sem dúvida, um dos mais profundos vinhos de Bordeaux, classificado como PremierGrand Cru Classé A da região de Saint-Émilion. Cepas: Cabernet Franc e Merlot. Ganhou mais notoriedade no filme "Sideways" e também em "Ratatouille". Uma garrafa de 6 litros já foi vendida por mais de US$ 300 mil em leilão recente.

CHÂTEAU LAFITE ROTHSCHILD
Região: França- Bordeaux
Uvas:  Merlot, Petit verdot e Cabernet Franc
Preço aproximado: R$ 3.500.00
Classificado como o primeiro dos Premières Grand Crus em 1855, a pequena e elegante vinícola é sinônimo de riqueza, prestígio, história, respeito e é conhecida por produzir vinhos de notável longevidade. Uma garrafa de 1787 deste vinho já foi leiloada por US$ 160 mil.

A pergunta que não quer calar: Valem o que custam?  Particularmente posso falar do Chateaux Mouton Rotchileld safra 1975 (avaliado na época em cerca de US$ 7.500) que meu avôdrasto abriu só para nós dois..... a experiência de tomar um vinho somente um ano mais novo que eu e com um homem que eu admirava demais foi fantástica.... o vinho deixou saudades, lembranças, mas falando francamente e gustativamente não foi  o melhor vinho de minha vida, foi sim o mais inesquecível! E acho que isso que dá o valor ao vinho o fato dele marcar a sua alma e não ser esquecido jamais!


quarta-feira, 4 de junho de 2014

MULHERES NO COMANDO!

Dia desses passei pelo dissabor de estar em um restaurante com meu marido, eu mesma escolher o vinho e quando o garçom veio trazer a bebida, ignorou-me solenemente dando a prova do vinho ao meu companheiro. Meu marido, já acostumado a esses “escorregões” das mal treinadas equipes de restaurantes, passou-me a taça, porém ainda tive que suportar a cara de desdém do “profissional” que nos servia, como se parecesse dizer: “Só me faltava essa, uma mulher que entende de vinho.”



O mau serviço de vinhos não é novidade em lugar nenhum do mundo, eu mesma já treinei equipes de garçons em restaurantes famosos e convivi de perto com a “surpresa” desses homens ao perceber que uma mulher não entendia somente de refrigerante light!

Quem acha que mulher não entende de vinho, além de preconceituoso é desinformado, demonstra uma imensa ignorância sobre a história do vinho. Com certeza nunca ouviu falar das grandes damas de Champagne, como Louise Pommery, madame Lilly Bollinger e a viúva Clicquot (esta muitas vezes mais conhecida como a velhinha de touca na tampinha do champagne que ostenta seu nome). Aliás, falando diretamente sobre a viúva Clicquot, esses mesmos desinformados devem ignorar também o fato de que foi ela, a velhinha da touca, que descobriu o método de eliminar as borras de dentro do champagne, o método remouage.

Esses seres guturais que ignoram a sapiência de uma mulher no vinho, também não devem saber nada sobre a maravilhosa Madame Pompadour que disse que: “O champagne é a única bebida que deixa as mulheres ainda mais bonitas”. Ou de Maria Antonieta, cujos seios serviram de molde para taças nas quais eram servidas o borbulhante líquido. Sem falar na grande avaliadora de vinhos Jancis Robinson, a minha querida professora Karina Cooper ou a escritora Karen MacNeil, responsável por uma das mais completas obras literárias de vinho do mundo e escritoras de vários livros que são reverenciados pelos enófilos; além de outras tantas enólogas que fazem vinhos maravilhosos, que certamente muitos homens tomam de joelhos. Caso de Laura Catena, que elabora os famosos vinhos de Catena e Luca; Suzana Balbo, que produz sensacionais Malbecs;  Maria Luz Marin da premiadíssima Casa Marin, no Chile;  Felipa Pato, que tem encantado os paladares do mundo com seus vinhos portugueses com toques novo-mundistas; Lalou Bize-Leroy  denominada a rainha da Borgonha, com vinhos  que se iniciam na casa dos U$ 500; além é claro, das já citadas damas de champagne, entre muitas outras enólogas que estão cada vez mais encantando os paladares do mundo com vinhos cheios de sutileza, elegância e mistério!

O sucesso e o crescimento da participação das mulheres no mundo do vinho deve-se, sobretudo, a uma maior sensibilidade, tanto na parte sensorial, pois sentimos aromas e sabores com mais facilidade, quanto na parte intelectual, pois as mulheres acabam se dedicando mais a pequenos detalhes, lendo mais e ouvindo mais, com isso a busca por informações acaba não cessando com a simples conclusão de um curso. A sede de saber das mulheres é naturalmente mais forte que a dos homens, e alia-se a isso ainda o fato de a mulher ser mais humilde e querer aprender mais.

Não estou querendo fazer apologia ao feminismo, longe de mim! Mas experimente em um restaurante comparar o atendimento de um sommelier e de uma sommelière, depois vocês me contam do que gostaram mais!

quarta-feira, 28 de maio de 2014

BETTÚ - Nebbiolo 2006

Um vinho incrível! Somente 300 garrafas foram elaborada, a nossa era a de numero 65!
VISUAL: Granada claro com reflexos atijolados. Lágrimas numerosas e lentas.
AROMAS: Terra molhada, aroma de folhas que ficam pelo chão na mata, que os franceses chamam de "aroma de bosque", trufas, cogumelos, um toque de pelica e um leve aroma floral. Quanto mais tempo na taça, mais os aromas se destacavam.
GUSTATIVO: Em boca se apresentou com excelente acidez, mesclado a taninos muito presentes, porém aveludados. Longa permanência em boca, retro-olfato floral.
OBSERVAÇÕES PESSOAIS: Um vinho surpreendente, no nível dos Barolos de Pio Cesare! Um verdadeiro show de aromas e sabores, tudo muito equilibrado e integrado.
Vale cada centavo, é um vinho para sonhar. Para acompanhar esse vinho eu fiz especialmente uma massa caseira com molho de funghi e natas. A combinação foi perfeita e foi o vinho perfeito, escolhido especialmente para comemorar meus 40 anos de vida!
SOBRE O VINHO:
Produtor: Vilmar Bettú
Região: As uvas são plantadas na propriedade de Bettú, em Garibaldi
Safra: 2006
Produção: 300 garrafas
Amadurecimento: 01 ano em barricas de carvalho francês
Preço: R$ 200,00 (12/2013)

domingo, 25 de maio de 2014

VINHO PARA TODAS AS OCASIÕES



Como dizia Napoleão Bonaparte sobre o vinho: “Nas vitorias é merecido, nas derrotas é necessário”. 
O vinho tem o poder de enriquecer qualquer ocasião seja ela triste ou feliz. Abrir um bom vinho sobrepuja qualquer tipo de sentimento, enaltece, vangloria, ecoa.  Pasteur dizia que existe mais filosofia em uma garrafa de vinho do que em todos os livros e eu concordo plenamente com ele.
Em todos os momentos o vinho se faz um excelente companheiro. O que seria de um encontro romântico sem a presença de um efervescente e gelado espumante? Somente a presença de uma garrafa  entre um casal já inunda o instante de magia.
Em termos gerais na escolha de vinhos o bom senso é fundamental. Comidas gordurosas combinam melhor com vinhos mais ácidos. Refeições leves e de sabor suave pedem vinhos de mesma intensidade para que um não prevaleça sobre o outro. O acompanhamento ou o molho são mais determinantes na escolha do vinho do que o tipo de alimento. Normalmente, uma massa  combina com  vinho tinto, mas se o molho for branco, a combinação fica melhor com vinho branco.
Existem vinhos que combinam com cada ocasião, existem vinhos alegres, românticos, filosóficos, sisudos, formais é só escolher o momento e o vinho certo e a intenção dessa matéria é ajuda-lo nessa prazerosa parceria:
ALMOÇO EM FAMÍLIA: O tradicional almoço em família pede vinhos alegres e fáceis de tomar, pode-se iniciar o almoço com um espumante brut ou demi-sec e a mesa optar por um Valpolicella ou Bardolino (Italia) caso os pratos servidos sejam as tradicionais massas.
CHURRASCO: Se engana quem acha que o melhor parceiro do churrasco seja a cerveja, ledo, triste e indigesto engano! Vinho e churrasco nasceram um para o outro! Uma das mais perfeitas combinações é a de carne mal passada com um o rústico tannat. Os taninos presentes no vinho se tornam pura seda ao serem compatiblizados com a proteína existente na  carne. Então experimente a partir de hoje acompanhar o seu churrasco com um denso Tannat (Uruguay) ou um suculento e macio Malbec (Argentina).
JANTAR ROMÂNTICO:  Para  mim o mais romântico dos tintos sem dúvida é o Amarone de La Valpolicella! Elaborado com uvas passificadas esse vinho tem um grande porcentual de álcool e certa doçura discreta que encanta o paladar, o vinho por si só já cria um clima para lá de sensual, mas por ser  intenso e encorpado pede pratos de igual peso e refinamento: queijos salgados e nobres como parmeggiano reggiano, carnes longamente cozida de caças são excelentes opções para compatibilização. Mas se a intenção é só brindar, um espumante rosê é o ideal, principalmente se acompanhado de canapés de salmão defumado!
FESTAS DE FINAL DE ANO: Celebrar é a palavra! É de lei iniciar com um espumante e depois adequar cada prato a um vinho diferente: saladas e entradas com brancos de boa acidez; pratos principais com vinhos de estirpe apropriados para ocasião. Nesse caso é necessária a analise dos pratos para podermos compatibilizar corretamente com os vinhos. Pode-se também optar por servir espumantes do inicio ao fim e surpreender positivamente seus covidados.
FIM DE SEMANA NA PRAIA: Nada melhor do que colocar na mala várias garrafas de Sauvignon Blanc, Viogner e Gewustraminer, essas castas são as parceiras ideais de frutos do mar em geral. O Sauvignon Banc principalmente se destaca na combinação com ostras e mariscos, e para acompanhar lula a dore, peixe e camarão frito vá de espumante rose sem medo de ser feliz!
REUNIÃO COM OS AMIGOS: é comum se reunir os amigos para  curtir um fondue nesse tempo frio. Para o tradicional fondue de queijo o ideal seria combinar com um vinho branco, de preferência um chardonnay com leve passagem em barricas, mas muitos preferem a companhia de um tinto, e para se errar menos nesse caso deve-se optar por tintos mais leves elaborados com a casta Pinot Noir ou um jovem Tempranillo, para o fondue de carne opte por tintos de boa acidez, como sangiovese, jovens malbec, cabernet sauvignon e cabernet franc. Outro tema recorrente a mesa dos amigos são as tábuas de queijos e frios, e esse tema dá trabalho para um sommelier!  Apesar de parecer simples é um dos que mais rendem erros na compatibilização, cada queijo pede um tipo de vinho diferente e frios e embutidos se chocam com os tintos em geral por conta da grande quantidade de sal que se choca com os taninos, tornando o vinho rascante e desequilibrado. A melhor opção nesse caso é optar por espumantes ou vinhos roses de boa acidez e caso a escolha ainda seja o tinto tente ao menos optar por castas mais leves como Pinot Noir, Gamay e Pinotage sem passagem em barricas.
De fato, o mais importante e sempre alçar o vinho ao primeiro plano em todas as nossas escolhas, afinal como disse meu amigo João Fillipe Clemente: “Você não pediu para nascer e, salvo raríssimas exceções, morrerá contra a sua vontade. Então, trate de aproveitar o intervalo entre esses dois momentos da melhor maneira possível; beba bons vinhos e coma bons pratos compartilhando-os com bons amigos.”  




domingo, 18 de maio de 2014

DEGUSTADO E APROVADO : Canepa Reserva com Lasagna

VISUAL: Vermelho granada com reflexos levemente atijolados. Ligeiramente opaco.
AROMAS: esse é um que na degustação as cegas faz todo mundo pensar em Velho Mundo, mais precisamente Itália..... ele transborda aroma de cantina, cereja azeda, noz moscada, um Q de caixa de charuto, notas herbáceas e uma nota floral que não consegui definir!
GUSTATIVO: madeira bem presente, é a primeira coisa que se faz sentir, porém bem integrada. Taninos que são puro veludo deixam a língua macia, tudo mesclado a uma acidez equilibradíssima! Fica na boca, te faz lembrar do gole dado e convida a levantar a taça novamente. Implora comida! e vamos a ela!
NOTAS PESSOAIS: Um vinho excelente, gastronômico, faz engrandecer quanquer prato. Demorei mais de 2meses para degusta-lo, achei que precisaria de um prato especialmente criado para ele. Criei uma lasanha de carne moida ao molho vermelho e molho branco com champignons! Foi perfeito. e tudo isso ao som de Nelson Gonçalves e Nana Caymmi!




SOBRE O VINHO:

Canepa Reserva Privada Sangiovese Carménère 2010
  • Safra2010
  • Conteúdo750ml
  • TipoTinto
Elaboração
  • Uva65% Sangiovese e 35% Carménère
  • Teor Alcoólico13.5%
  • Amadurecimento8 meses em barricas de carvalho francês e americano
Terroir
  • PaísChile
  • RegiãoValle del Rapel
  • VinícolaViña Canepa

  • VisualRubi brilhante.
  • OlfativoExpressivo, com aromas frutados, notas de chocolate, caramelo, café e especiarias.
  • GustativoIntenso, macio, fresco, tem boa concentração e sabores que se prolongam deliciosamente.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

DEGUSTADO e APROVADO: Castillo Ducay 2011



Friozinho manso na serra e o vinho eleito de hoje foi esse belo espanhol!
Eu amo a uva garnacha, esse foi um dos porque de estar muito interessada em degusta-lo logo! Chegou em casa na quarta feira e já foi repousar na adega para ser degustado brevemente, ei que o dia chegou!

VISUAL: Excelente intensidade de cor, um rubi quase negro com reflexos granada.
AROMAS: No nariz se exibiu em amoras e ameixa preta mesclados a um leve toque de couro.
GUSTATIVO: na boca a Grenache se apresenta em toda a sua formosura e sensualidade. Pura fruta madura e um floral que não parecia no aroma, taninos macios, acidez na medida. Perfeito!
NOTA PESSOAL: Daqueles vinhos que dão gosto de tomar! Dá vontade de tomar sozinho observando o nada e ouvindo o silêncio.





SOBRE O VINHO

REGIÃO: Espanha D.O. Cariñena
UVAS: Garnacha, Tempranillo e Cabernet Sauvignon
VINÍCOLA: Bodegas Gran Ducay
SAFRA: 2011
ALCOOL: 13%
PREÇO: R$ 33,00


quinta-feira, 15 de maio de 2014

O VINHO E SEUS AROMAS


Um dos aspectos mais impressionantes e misteriosos fatos que se  destacam na cultura enológica  são os aromas do vinho, graça a eles podemos obter informações sobre a variedade da uva com que foi feito o vinho, o modo como foi elaborado, sua forma de  maturação, entre outros tantos detalhes que podem ser sentidos simplesmente pelo olfato treinado.

O vinho desenvolve determinadas substancias durante todo seu processo de criação, desde a vinha até a sua maturação, isso se pode verificar na grande nuance de aroma advindo de uma taça de vinho que se classificam em 03 categorias: primário, secundário e terciário.
O que são os aromas primários? Esses aromas são oriundos da cepa com que o vinho foi elaborado e tem estreita relação com o terroir onde é cultivada a casta, o tipo de composição do solo, o clima existente no lugar, o modo de vindima. Os aroma primários mais comuns são os  herbáceos, florais e frutais, como o aroma de violetas em um bom Merlot e o de abacaxi muito comum nos vinhos da casta Chardonnay. Existem ainda nuances oriundas de solo como no Chabis vinho elaborado também com a casta chardonnay mas que tem um aroma notadamente mais mineral.
Os aroma secundários são fruto da fermentação alcoólica e malolática. Esses aromas dependem diretamente do tipo de levedura e das condições de fermentação tais como temperatura, guarda em barricas, entre outros fatores. Os aromas secundários sem dúvida são os que mais  despertam os nossos sentidos por conta da grande nuance de aromas caramelados e lácteos, oriundos tanto da guarda do vinho em barricas como da fermentação malolática. (A fermentação malolática é uma segunda fermentação muito normal nos vinhos tintos que visa transformar o acido málico em acido láctico), Um exemplo simples de aroma secundário e o toque de fermento que sentimos nos espumantes em geral.
Finalmente temos os aromas terciários, ou o também denominado “bouquet”. São aromas mais raros, normalmente presentes em vinhos com mais de 05 anos em garrafa, e são resultado  da fusão de aromas adquiridos tanto na barrica como no envelhecimento em garrafa. Suas principais características são toques de torrefação, notas balsâmicas, frutas secas, especiarias, couro, bosque, flores secas, entre outros característicos dos aromas terciários nos quais encontramos grande complexidade e que nos faz entender o porquê o vinho é considerado por tantas pessoas como uma bebida magistral!
A essa altura os leitores devem estar se perguntando que deve ser muito difícil sentir todos  esses  aromas no vinho, e eu posso responder que é uma das coisas mais fáceis a se fazer. O segredo é perder a vergonha e cheirar tudo, ir a feira e cheirar todas as frutas, temperos, flores, especiarias.  Vai provar um chardonnay? Então sinta o aroma de um abacaxi maduro! Cabernet sauvignon? Descubra o aroma do pimentão vermelho! Gewustraminer? Descubra o aroma da lichia e daquele tradicional creminho da lata azul! Sauvigon Blanc? Nada como maracujá e xixi de gato! Lembre-se que a gente não sente aromas que não conhecemos então para senti-los há de se conhece-los. Então a lição de casa para o amante de vinhos é colocar o nariz para funcionar, você pode ter certeza que sua próxima degustação de vinho será muito mais rica e prazerosa!



terça-feira, 1 de abril de 2014

ROLHA INFLÁVEL PROTEGE O VINHO DEPOIS DE ABERTO



Uma nova ferramenta vai alegrar os consumidores de vinho, uma 'rolha de ar', como pode ser classificada. Na verdade o 'Air cork' é uma bolsa inflável que assim que colocada dentro da garrafa impede a entrada de gases que a aceleram o envelhecimento do vinho.
O gás nitrogênio é uma das formas mais comuns de deslocar ar na garrafa, e o ar é um dos fatores que afetam o frescor do vinho, assim como o calor e a luz. Por isso uma empresa decidiu criar um método não químico, de eliminar o oxigênio da garrafa.
A ferramenta faz o serviço do nitrogênio, ocupando o espaço que o ar ocuparia e evitando o contato dele com o liquido dentro. O Air cork é uma pequena bexiga que é colocada dentro da garrafa e depois é cheia com uma bombinha que fica para o lado de fora. Depois disso, basta apertar um dispositivo que perto da bomba que a bola esvazia.
Algumas pessoas que já usaram, disseram que além de prático é uma ferramenta divertida, além de fácil.  O Air Cork pode ser encontrado no site da empresa e também na Amazon ao custo de US$ 24,95.
Segue link:
http://www.amazon.com/Air-Cork-AC-Wine-Preserver/dp/B00837T7KG

FONTE: Revista adega - noticias

TRABALHE DUAS HORAS E COMPRE UMA GARRAFA DE VINHO

Reportagem muito interessante da REVISTA ADEGA: aqui no Brasil precisamos trabalhar 02 horas para comprar uma garrafa de vinho! 
Taí da próxima vez que achar teu trabalho entediante lembre-se que em 08 horas de teu trabalho vão render 4 garrafas do néctar dos deuses!

"Uma pesquisa da revista online francesa La Feuille de Vigne revelou o tempo que uma pessoa precisa trabalhar para ganhar dinheiro suficiente para adquirir uma garrafa de vinho. Segundo os dados, a média mundial gira em torno de 7 horas e 15 minutos de “labuta”. O Brasil aparece no meio da tabela, com o consumidor tendo que gastar cerca de 2 horas de trabalho para poder levar um vinho para a casa.
O estudo utilizou dados estatísticos do Numbeo, banco de dados da Organização Internacional do Trabalho, órgão que mede o custo de vida no mundo. De acordo com a revista, o tempo estimado para a aquisição do vinho em cada país foi elaborado a partir do preço médio do produto vendido em lojas de varejo do salário médio por hora de cada nação citada.
Os 19 países onde o vinho é mais acessível para os cidadãos se encontram na Europa. Em Luxemburgo, líder do ranking, por exemplo, uma pessoa precisa trabalhar apenas 14 minutos para conseguir uma garrafa da bebida, um minuto a menos do que o necessário para os austríacos. Dinamarqueses, suíços e franceses também precisam de menos de 20 minutos de trabalho para garantir seu vinho.
Agora, fora da Europa, destaca-se a Austrália, onde seus habitantes precisam trabalhar em média 20 minutos para efetuar a compra do produto. Nos Estados Unidos, por outro lado, o cidadão precisa trabalhar 44 minutos para garantir uma garrafa, aparecendo na 27a posição do ranking.
A pesquisa também constatou, sem surpresa, que no caso dos países produtores de vinho, as pessoas conseguem encontrar o produto a preços mais baixos, pois no valor da bebida não há a adição do custo de transporte nem do custo da importação, o que a torna mais acessível à população. Ainda assim, em países como a Argentina, por exemplo, um consumidor precisa empenhar quase 3 horas de seu trabalho para adquirir um vinho.
Nos últimos postos da lista estão Irã, Indonésia e Bangladesh. No Irã, onde a religião proíbe o consumo de bebidas alcoólicas, é preciso trabalhar por quase 60 horas para conseguir uma garrafa de vinho."