Uma descoberta que mudará o mundo. Um grupo de cientistas franceses comandado pelo professor Gerard Liger-Belair fez uma descoberta sensacional: o espumante tem que ser servido mantendo a taça inclinada, pois a posição influencia a quantidade de CO2 que irá permanecer no vidro. De fato no momento do serviço, a flute em posição vertical tende a perder muitas mais bolhinhas se comparada com uma taça inclinada de cerca de 45%; e é notório quanto sejam fundamentais as partículas de gás para uma bebida gasosa: está contida nelas boa parte do aroma e do gosto. A pesquisa foi publicada no Journal of Agricultural and Food Chemistry.
Resolvi criar esse blog como uma maneira de dividir informações preciosas com apaixonados pela arte de Bacco. Aqui vocês encontraram alguns textos meus e outros que eu garimpo por ai e julgo itneressantes para dividir com vocês!
Entre. leia, se apaixone e fique a vontade, a casa é sua!
sábado, 23 de julho de 2011
BORBULHAS CIENTIFICAMENTE PERSISTENTES
Uma descoberta que mudará o mundo. Um grupo de cientistas franceses comandado pelo professor Gerard Liger-Belair fez uma descoberta sensacional: o espumante tem que ser servido mantendo a taça inclinada, pois a posição influencia a quantidade de CO2 que irá permanecer no vidro. De fato no momento do serviço, a flute em posição vertical tende a perder muitas mais bolhinhas se comparada com uma taça inclinada de cerca de 45%; e é notório quanto sejam fundamentais as partículas de gás para uma bebida gasosa: está contida nelas boa parte do aroma e do gosto. A pesquisa foi publicada no Journal of Agricultural and Food Chemistry.GUARDANDO PRECIOSIDADES

Em um Bordeaux de Pauillac - Château Latour, Pichon-Longueville, Batailley - por exemplo, cuja longevidade pode ser contada em décadas, a degustação de um exemplar bem conservado, com quinze anos, pode propiciar um prazer todo especial. Alguns produtores, ao longo da história recente, têm encurtado tais prazos por questões econômicas. Os enólogos contam com recursos para isso, tais como fermentações mais curtas a temperaturas mais baixas, remontagens espaçadas e permanência em carvalho mais controlada.
Os melhores Barolos e os grandes Brunellos, antigamente agradecendo pelo menos dez anos ou mais na horizontal, agora estão prontos para serem degustados entre o sexto e o nono ano e, com as exceções de praxe, já decadentes no décimo ou décimo segundo. Já os tops californianos, chilenos e argentinos, entre outros do Novo Mundo do vinho, não precisam de mais de cinco ou seis anos para atingir sua melhor forma; são colocados no mercado "prêt-à-porter".
Não dispondo de terroir - solo e clima - naturalmente apropriados para tal, os melhores tintos brasileiros e uruguaios estarão no auge já aos quatro ou cinco anos. Os tintos mais simples do Velho e do Novo Mundo, como certos países latino-americanos, atingem a decadência sem passar pelo apogeu, devendo ser consumidos logo após a elaboração.
A alma do vinho
Para gozar dos atributos dos tintos envelhecidos com conhecimento de causa, é bom saber por que o vinho melhora com o passar do tempo e conhecer as razões que justificam o ditado "quanto mais velho melhor", válido somente para o primeiro time. Esse conhecimento exige estudo e consulta aos manuais. Algumas dicas, entretanto, podem ajudar. A variedade de uva (européias nobres), a procedência (Bordeaux, Hermitage, Barolo ou Barbaresco, Shiraz australiano, Cabernets da Califórnia), o teor alcoólico (12,5% ou mais) e assim por diante. Para um comprador eventual, que adquire apenas uma garrafa por ano, a consulta torna-se obrigatória. Acontece que a alma do vinho sofre lentas mutações, fruto da coexistência entre seus componentes - álcool, ácidos, taninos, ésteres - sempre a interagir uns com os outros sob a influência da temperatura ambiente, da presença ou ausência de oxigênio e do tipo do recipiente. Amadurecidos em madeira e envelhecidos em garrafas arrolhadas, os tintos evoluem e se afinam gradualmente, despojando-se da cor fechada inicial, tornam-se intensos de um buquê refinado e de um gosto equilibrado, fino, elegante.
Adquirem uma coloração granada com halo alaranjado, aromas etéreos de frutas secas, compotas ou geléias, vegetais cozidos, couro e pelica, apresentando na boca taninos suaves, acidez diminuída e aveludada maciez. Só estaremos em condições de usufruir tais atributos pela dedicação atenta e contínua, adquirindo assim a experiência. Aí sim, pode-se saborear na plenitude, do aspecto, do buquê e do gosto de um grande tinto envelhecido.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
A POLÊMICA DO QUANTO MAIS FUNDO MELHOR!
Copiei o post do blog do amigo PETER WOLFFENBÜTTEL (http://alemdovinho.wordpress.com/2011/07/10/a-polemica-das-garrafas/)
Sabem o que é punt? Se tu és daqueles que pensam que os bons vinhos só vêm em garrafas com fundo côncavo e quanto mais côncavo melhor deviam saber. Pois punt é o fundo da garrafa é aquele “buraco” que tem no fundo. Mas ele nada tem a ver com a qualidade dos vinhos, pelo menos não de maneira direta. Muitos pensam que quanto mais profundo for o fundo de uma garrafa de vinho ou espumante/champagne melhor é o líquido que está ali dentro ou mesmo que ele tem influência na evolução e qualidade do vinho ali armazenado.
Pois o tal de punt, na verdade, é, hoje uma tradição na fabricação das garrafas, ele servia quando as garrafas eram feita artesanalmente para que a emenda do vidro não formasse uma saliência que não permitiria que as garrafas ficassem em pé ou mesmo poderiam cortar que inadvertidamente ali colocasse a mão.
Hoje o fabrico das garrafas é feito com molde e não assopradas como eram antigamente, mas a cultura de fazê-las assim permaneceu. Hoje, a fora as garrafas de espumante e champagne que possuem muita pressão em face da segunda fermentação e aí o punt é necessário para a distribuição desta pressão ou mesmo para acomodar as borras.
De resto serve somente pela tradição, para dar um pouco mais de equilíbrio as garrafas quando estas são postas em pé ou mesmo quando empilhadas. Penso até que algumas máquinas possam usar o punt para a utilização nas esteiras de rodagem.
Portanto, de maneira alguma, este buraco servirá para decidir se estamos na frente de um bom vinho ou não. Nunca devem ser motivo determinante na compra de um vinho. Na verdade é certo que estas garrafas pesadas, com um punt profundo, são garrafas caras e por certo não conterão um líquido de má qualidade. Mas influência direta sobre o vinho ou sua evolução creio que não tem.
Assin, antes de fazer um exame de toque nas garrafas, leia as informações, principalmente do contra-rótulo ou utiliza-se de vários artigos publicados na internet e nos blogs de vinhos, certamente surtirá melhor efeito do que decidir sua compra pela profundidade do punt.
Ainda bem que ainda não estamos bebendo garrafas e rótulos.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
NO VINHO NINGUÉM É DIABO!!!

Um brinde com Luiz Horta
* No vinho, ninguém é diabo
A guerra acabou. Não uma daquelas de homens matando homens, que parecem ser da terrível lógica da história. Mas a batalha boba que dividiu os vinhos em dois: os naturais e os outros. O maniqueísmo vinícola atingiu o auge com a comédia Mondovino. Jonathan Nossiter, mestre manipulador de ideologias e artesão da mesa de edição, santificou alguns produtores e demonizou outros. Os santos, como todo mundo sabe, são os que fazem vinhos de que ele gosta. E tais vinhos são orgânicos, biodinâmicos e naturais.
No filme, Michel Rolland, belzebu master, comandava o lado escuro da força, impondo um estilo padrão mundo afora, contra a pureza dos vinhos primevos e virginais feitos quase sozinhos pela dádiva da natureza.
Pois bem, visitando a Casa Lapostolle, no Chile, de onde saem os renomados Clos Apalta, descobri uma coisa: a vinícola é certificada como totalmente biodinâmica pelo Demeter, o mais importante instituto que zela por tais princípios no mundo. O Demeter foi criado em 1927, seguindo o ideário estabelecido pelo próprio educador Rudolf Steiner, o pai da agricultura bio.
A Casa Lapostolle é 100% biodinâmica - com o selo Demeter, reforço. E seu enólogo consultor se chama Michel Rolland. Não um homônimo, mas o diabo de Mondovino em pessoa. E agora? Alguém esteve mentindo esse tempo todo. Como explicar? A guerra acabou, uma batalha que nunca houve, inventada pela propaganda cinematográfica panfletária do filme. Há vinhos bons, médios e ruins. Há vinhos imponentes e vinhos simples. O que não existe é vinho maldito e vinho imaculado. Deixemos tais conceitos para as religiões e bebamos sem tanto preconceito. A ideologia não é boa na taça.
domingo, 12 de junho de 2011
GOLDBRIDGE PINOT NOIR - Nova Zelândia

Faz tempo que estou com esse vinho na adega para degustar. Um Pinot Noir da Nova Zelândia preço excelente, restava saber se era um achado em custo benefício.
Safra 2009 - 13.5 % de alcool
Aromas primários animais, bem caracteristicos da casta, depois abrindo em frutas vermelhas, lírio e toques levemente defumados. O aroma desse vinho, aliás, impressiona logo de cara, é complexo, intenso, extremamente agradável e esta sempre em evolução!
Na boca uma untuosidade de taninos, um exelente equilibrio entre taninos, alcool e acidez e uma looooooonga persistência, coisa rara hoje em dia.
Não achei ficha técnica dele, nem a importadora se preocupou em oferece-la.... mas arrisco no máximo 06 meses de barrica para no máxímo 50% do vinho. Dos vinhos que degustei dessa importadora (Ruby Wines) é o único que posso dizer com certeza que me encantou.
sábado, 4 de junho de 2011
WINE GOURMET SHOW

Portugal reserveou surpresas em vinhos brancos, na Provam, especializado em brancos todas as opções degustadas eram excelentes! custo benefício total era o Portal do Fidalgo, um corte de 70% Alvarinho e 30% Trajadura um verde de alta classe com preço de verde genérico!
- Vesevo Beneventano Aglianico IGT
- Caldora Yume Montepulciano D´Abruzzo Doc
- Catullo IGT Tinto
- SUD Primitivo
Para finalizar nosso trabalho fomos degustar os vinhos portugueses da Carmim, destaque para o Monsaraz Premium, outro daqueles de beber ajoelhado!
Conversar com enólogo da Carmim foi uma lição, comentei com ele minha paixão pela Alicante Bouchet e ele empolgou a falar da casta. Descobri o porque do Alicante, apesar de ser uma casta francesa, não se dar bem na França; Alicante Bouchet é uma casta que a se deparar com umidade dispara a produção gerando vinhos diluídos. No Alentejo a região é muito seca então a casta se sente a vontade gerando vinhos em todo seu explendor, a exemplo do Carmim Alicante Bouchet , um dos meus preferidos e raros Alicantes vinificados como varietal.
- Cuvée William Deutz Branca
- Blanc de Blancs
- Amour de Deutz 1995: Robert Parker – 96 Pontos
segunda-feira, 23 de maio de 2011
VEUVE AMBAL BRUT ROSE
Coloração casca de cebola, perlage muito intensa com persistente colar de pérolas. Paladar bem seco, aromas de frutas vermelhas mescladas a leves toques fermentativos e notas lácteas. Boca bem seca com boa acidez, par perfeito para pratos gordurosos e queijos em geral. TESTADO E APROVADO!!! Em breve disponível na VIEIRA VINHOS para seu chic deleite!!!
sexta-feira, 20 de maio de 2011
SANTA ALICIA RESERVA CARMENERE
Fui procurada pela Max Brands para introduzir alguns rótulos deles na loja. Me interessaram os vinhos da Santa Alícia por seu custo benefício excelente.Um dos vinhos selecionei para degustação é o Vina Alícia Reserva Carmenére. Escolhi esse vinho por conta de sua medalhas OuroTroppy Citadelle, 90 pts na Wine Spirits indicado como Best Buy e Ouro na Vinalies. Títulos que certamente impressionam.
A cor impressiona violáceo intenso, tinge a taça. Demorou um pouco para abrir, aos poucos fui sentindo notas de mentoladas mescladas a ligeiro defumado e toques de baunilha e ligeiro aroma de amora em geléia. Na boca impressiona pela acidez muito equilibrada, (que não é comum na casta carmenere, que costuma ter acidez muito baixa, tornando muitas vezes os vinhos elaborados com essa casta "chatos" de beber) taninos macios e boa persistência em boca. excelente para gastronomia, como poucos de dessa casta! Um carmenere que ainda melhora com mais uns 02 anos de adega! Supreendente!
Harmonizamos com provolone a milanesa e ele acompanhou com louvor!
Outro ponto forte de vinho é sua graduação alcoólica 14% que não dá para perceber em boca! Tudo muito bem equilibrado!
Com certeza um rótulo que estará presente nas gôndolas da Vieira Vinhos em breve!
terça-feira, 17 de maio de 2011
GRICOS - AGLIANICO DEL VULTURE 2007

Começamos a degustar esse vinho sem acompanhamento para poder analisa-lo sem interferencias gastronômicas, mas no forno estava uma costela de boi assando a 3 hora.
O vinho se apresentou até com certa dureza de taninos em boca com ligeiro amargor final, mas que possilvelmente são passíveis de serem amaciados depois acompanhados de comida.
Os aromas foram abrindo aos poucos em cerejas, ameixas, cassis, e diferentemente do anterior degustado no evento, nesse não se notam os toques defumados, mas sim toques de pimenta negra, chocolate amargo e baunillha, senten-se também algumas notas de ervas.
Depois de servida a costela o vinho ainda persistia com taninos presentes, penso que talvez harmonizasse melhor com uma carne bem mal passada, muito sangue para domar os taninos.... No caso de minha costela o forte era gordura que casa com acidez, coisa que o Gricos tem pouca.
Um vinhaço para quem gosta de muito corpo e tanino.
Um pouco de informação sobre a casta:
A prática da enologia é muito antiga na Basilicata. Escavações arqueológicas encontraram videiras datadas do século VIII a.C. A Uva Aglianico foi introduzida nesta região durante o período de colonização dos gregos. Ela se desenvolveu muito bem, principalmente nos terrenos vulcânicos que se situam entre 200 e 500 m acima do nível do mar, na Colina de Vulture. O vinho Aglianico del Volture é o único DOC da Basilicata e é produzido com Uvas Aglianico cultivadas nesta colina.





